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Hip Hop

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Como o rap me ajudou a contrariar as estatísticas e não votar no Bolsonaro

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ATENÇÃO: este post está cheio de fontes, referências e link úteis para continuar o conteúdo. Toda vez que o texto estiver em vermelho, recomendo que você, pelo menos, clique e dê uma olhada no que se trata. No momento que eu escrevo essa publicação, a mais recente pesquisa de intenções de voto para o 2º turno, feita pelo Datafolha, mostra que Bolsonaro teria 56% dos votos válidos; Haddad teria 44%. Assim, é bem provável que no dia 28 de outubro de 2018, o Brasil eleja como seu presidente alguém que já declarou inúmeras vezes apoio à ditadura e tortura, que, se eleito, fará as minorias se curvarem às maiorias e que colocará na prisão ou no exílio quem pensa diferente (…)

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Diss do Eminem pro MGK e por que rappers famosos param de batalhar

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Já fazia um tempo que não víamos nada do Eminem explodir mundialmente como foi o recém-lançado “Kamikaze”, uma espécie de álbum/mixtape surpresa. Ainda mais com aceitação da crítica também e não só do seu público. Menos de um ano depois de lançar o “Revival”, considerado por muitos um dos seus piores discos, o rapper meio que se escalou para uma missão suicida de cobrar todos aqueles que o zoaram nos últimos anos, principalmente pelos seus últimos trabalhos. É algo que ele meio que já tinha apontado em “Recovery”, mas tinha dado a entender que seria uma atitude errada, tomada apenas pelo seu estado emocional. Na “Talkin’ 2 myself“, por exemplo, ele chega a dizer que quase fez uma diss pro (…)

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Quebrada Queer e a coragem de fazer rap

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Nunca foi fácil fazer rap no Brasil. Até muito recentemente, acho que ninguém escolhia fazer rap; o rap é que escolhia os MCs. Não porque eu acredite que o rap escolhe quem é real, mas porque as perspectivas para rappers no Brasil não eram boas. As pessoas faziam rap quase que por necessidade, como se sentissem que não conseguiriam fazer qualquer outra coisa de suas vidas. E muitos destes, infelizmente, tiveram que descobrir de todo jeito essa outra coisa porque não conseguiram viver de rap. Dava pra contar nos dedos os grupos que conseguiram nos últimos 30 anos. Mesmo além das dificuldades financeiras, o rap nunca foi muito bem visto na sociedade. Então, mesmo que você fizesse rap apenas como (…)

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É possível dissociar um rapper da sua arte?

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Há algumas semanas, o rap foi pego completamente de surpresa com mais um caso de machismo e agressão à mulher. Através de suas redes sociais, Bivolt relatou que foi agredida pelo seu marido, o Neto, do Síntese. “Hoje, após ficar ouvindo do lixo que o Neto chama de irmão, que eu era sozinha, que não tinha amigos, que eu só tinha beleza e mais um monte de coisa de alguém que não sabe uma vírgula do meu corre. Pq é um boy, mimado e não sabe limpar o próprio cu, que não precisa fazer corre para pagar as contas, eu cuspi na cara desse lixo q tava falando isso dentro da minha própria casa. Resultado: o neto vem correndo e (…)

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Até jack tem quem passe um pano

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Recentemente, o rap brasileiro entrou em mais uma grande discussão sobre o machismo que permeia os ambientes onde ele é tocado, as pessoas que o tocam, seus vídeos e, principalmente, suas letras. No disco do Xamã, “Pecado capital”, disponibilizado no dia 22/05, mais especificamente na música “Preguiça”, Nog, do Costa Gold, rimou que “deixa ela dormir que se ela vira, eu como”. Xamã com Costa Gold nesse beat loco Tira o sono Deixa ela dormir que se ela vira, eu como Boto o cano na goela e atiro gozo Não cheguei a ver quem foi a primeira pessoa a compartilhar a linha e iniciar os questionamentos, mas bem pouco tempo depois já estava por todo lado. Foram tantas críticas que (…)

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“This is America” e a supervalorização das referências

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O rap acordou na segunda-feira do dia 6 de maio com aquele que muito provavelmente será o clipe mais falado do ano – e olha que não estamos nem na metade. Ou melhor, o mundo acordou desse jeito porque nas primeiras 24 horas foram 10 milhões de views pra conta de “This is America”, do Childish Gambino (hoje já são quase 250 milhões, só no Youtube). Talvez, você tenha ido dormir com o trampo já ressoando porque, na real, ele foi lançado em uma participação marcante de Gambino no Saturday Night Live, na qual ele apresentou o programa e performou o som em questão (os vídeos do programa não estão disponíveis para o Brasil, mas se você arranjar um jeito de ver (…)

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Mantenha o seu conteúdo livre a todo custo

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Já faz tempo que os serviços de streaming tomaram conta do mercado mundial. Se você quiser escutar uma música, assistir a um filme ou até mesmo à uma transmissão ao vivo, você pode facilmente encontrar um serviço de streaming adequado para cada um destes fins. E muitos outros. Se a explosão da transferência P2P de um Napster ou Kazaa nos fez trocar o espaço limitadíssimo dos nossos armários pelo gigantesco compartimento de bytes que é o nosso computador, o streaming chegou pra zerar a porra toda. Aliás, a necessidade de ter um arquivo digital da sua música é tão pouca nos dias de hoje que a venda de downloads digitais está menor do que a de CDs e Vinis! Embora (…)

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Tássia Reis fala tudo em novo clipe e coleção de roupas, “Xiu!”

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Desde “Meu RapJazz” nos topo das paradas do meu radinho, Tássia Reis é uma daquelas pessoas iluminadas, que definitivamente veio pra marcar presença. E não só na música. A rapper agora também se aventurou na moda com a “Xiu!”, uma coleção própria de roupas. São 8 looks que unem conforto e liberdade, sem abrir mão do estilo e originalidade. “Como designer de moda acredito na liberdade de poder mostrar quem eu sou, de onde vim e onde estou”, disse ela à Marie Claire. Ao entrar também pro mercado da moda, Tássia Reis repete o que o Emicida fez com a “Lab” e o que outros tantos rappers têm feito. Além de uma ótima maneira de amplificar a sua presença como (…)

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Martin Luther King Jr.: a autobiografia de um movimento

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Quando se é criança, a diferença entre as etnias é apenas uma questão de curiosidade. Uma criança que não foi apresentada a nenhuma das inúmeras faces do racismo perguntará por que o coleguinha tem a cor da pele diferente da dele, mas apenas para tirar uma dúvida. Ninguém nasce racista, obviamente. Mesmo na década de 30, nos Estados Unidos, foi possível ver crianças de diferentes etnias brincando juntas. Quando elas começavam a ir para a escola, no entanto, as coisas tendiam a mudar. O Estado entrava na equação e separava as duas crianças, antes vistas como “iguais” por elas mesmas; os pais entravam na equação e afastavam seu filho do coleguinha de outra etnia para “protegê-lo”. Foi assim que Martin Luther (…)

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Tu também tem o dom de me emocionar, Projota!

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O Projota foi um dos primeiros rappers que eu realmente curti depois que comecei a entender melhor o rap brasileiro. O que ele, Rashid e Emicida fizeram foi um verdadeiro divisor de águas, não só na minha vida, como na do próprio rap nacional. Óbvio que não foram só os três, mas toda uma geração que conseguiu, principalmente, utilizar muito bem as novas tecnologias pra espalhar o seu som. O show do Projota foi, inclusive, um dos primeiros que frequentei; ele foi o primeiro de uma série de shows de rap que rolou entre 2010-12 aqui na região. Aliás, show de rap no interior de Santa Catarina nunca foi algo normal; aquele foi um momento diferenciado. É bem verdade que (…)

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O preconceito contra (ex-)presidiários também mata inocentes

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A esperança com a chegada de 2017, que, embora seja praticamente apenas uma mudança nos números do calendário, trazia uma luz, de acordo com boa parte da população, após um catastrófico 2016, parece não ter se concretizado. O ano mal começou e já tivemos um massacre com 56 mortos, em um presídio de Manaus. Talvez você nem tenha ouvido falar sobre o assunto ou tenha visto apenas de relance, pois houve pouca comoção nacionalmente. Afinal, entre os mortos estavam apenas detentos, uma disputa de facções. E para um país em que mais da metade da população (57%) acredita que “bandido bom é bandido morto”, isso não é surpresa. Muito menos quando o Secretário da Juventude desse mesmo país defende tais (…)

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5 dicas pra melhorar a divulgação dos seus raps na Internet

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Quando a ideia por trás do Vai Ser Rimando era publicar as notícias do hip hop e, consequentemente, os lançamentos do rap brasileiro, o que eu mais via eram trampos postados no Soundcloud ou Youtube com descrições incompletas ou sem descrição alguma. Tinha vez que até chegava e-mail pra divulgação apenas com o link. E o pior é que sempre rolava uma cobrança, direta ou indiretamente; MCs que cobram de outras pessoas o cuidado com a arte deles que eles mesmos nunca tiveram. Se a mídia do hip hop brasileiro, que é um punhado de gente amadora (que faz o que faz quase que somente por amor), falha ao divulgar o trampo de outra pessoa, o que dizer então do próprio (…)

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Rashid definitivamente faz justiça ao seu nome

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Cansado de dar munição fácil aos seus adversários nas batalhas de MC e da pouca representatividade da alcunha, Michel resolveu investir em sua carreira de rapper com outro nome. Afinal, além do inseto insignificante, “Moska” também podia facilmente ser usado para referenciar o verbo “moscar” (vacilar). Influenciado pelos amigos, que diziam que ele parecia ser descendente de árabes, Michel procurou algumas palavras na língua local e, entre tantas possibilidades, escolheu “Rashid”. “Rashid” significa algo como “aquele que é guiado corretamente” ou “guiado pela fé verdadeira”, mas, de forma mais simples, “o justo”. Caiu como uma luva. O rapper, que alcançou uma carreira bastante sólida sem se envolver em polêmicas, aproveitou o momento da cena para lançar “A primeira diss”. Entretanto, em vez (…)

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13th: de escravo a criminoso com apenas uma emenda

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O Estados Unidos aboliu a escravidão oficialmente em 1863, de acordo com os livros de história. Em 1º de janeiro daquele ano, o então presidente Abraham Lincoln assinou o Ato de Emancipação, que tinha como ponto central a libertação de cerca de 4 milhões de escravos negros. Em meio a várias burocracias, foi só em dezembro de 1865, com a aprovação da 13ª emenda no Congresso, que o país realmente proibiu a escravidão. É bem verdade que a situação do negro nos Estados Unidos era bastante problemática até pouco tempo atrás, com as lutas pelos Direitos Civis, com Martin Luther King Jr., Malcolm X, entre outros. Se o racismo continua até hoje, a escravidão, no papel, continua proibida. A XIII (…)

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“Luke Cage”: a coisa finalmente tá preta de verdade

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Já faz um tempo que descobri em mim uma paixão pelas palavras que vai além da vontade de escrever. Gosto de ver como elas são escritas, como são utilizadas, seus significados e suas origens. E isso vale pra expressões também. Cê já parou pra pensar na origem de “vale a pena” ou “guardado a sete chaves”? Grande parte desse apreço pelas letras vem da já mencionada vontade de escrever e da curiosidade inerente. Mas, uma parte considerável se encontra na tentativa de abolir do vocabulário alguns preconceitos, como os xingamentos machistas, tão facilmente usados no dia a dia, e as expressões racistas. “A coisa tá preta” é uma que sempre me incomoda. Ela não é tão “criminosa” quanto “tinha que (…)

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As contradições do Nocivo Shomon são as nossas também

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Nocivo Shomon sempre foi um nome que veio acompanhado de muita polêmica. Nem todos os seus trabalhos foram polêmicos, mas desde “A rua é quem” e “Retaliação” se tornou quase impossível citá-lo sem mencionar os intermináveis questionamentos ao Emicida ou a discórdia com o DJ Caique ou até mesmo aquela tretinha com o AXL. Nocivo já tinha lançado um CD inteiro antes de qualquer uma dessas tretas, antes mesmo do Emicida aparecer com “Triunfo”. Muitos dos seus fãs e/ou pessoas próximas a ele, aliás, foram contra novas linhas sobre o assunto. Mas, é inegável que todas essas diss e as tantas outras que vieram depois fizeram um bem tremendo pra popularidade do rapper. Por isso, quando, na sua treta mais recente, intitulada (…)

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