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Hip Hop

Informações e novidades sobre a Cultura de Rua no Brasil.

Emicida e LAB no SPFW, o outro lado da representatividade

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Até conhecer o trampo do Emicida, eu acreditava que pra você gravar um disco ou até mesmo uma música, você precisava do aval de alguém lá de cima, do investimento de uma gravadora. Ali pra 2009/2010, com a consolidação do rapper, com a chegada da “Emicídio”, comecei a me meter mais nessa parada de hip hop. Emicida era o cara no topo do jogo que mostrava pra todo mundo que cê não precisava esperar por qualquer um pra fazer o corre, que um trampo bem feito falaria mais por você. Inclusive, ele até rimou isso naquela “em vez de reclamar que eu não toco no Espaço Rap, eu fui trabalhar e arrumei espaço pro meu rap” (verso que inspirou um texto (…)

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Mano Brown e Racionais tão mais comerciais. Cadê o problema?

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O tão aguardado álbum solo do Mano Brown ainda não saiu, mas, depois daquele “vazamento”, finalmente pudemos dar uma espiada oficial no que tá pra chegar. O rapper lançou a música “Amor distante” e logo de cara já chegou um clipe pra ela também. O trampo já seria intensamente comentado naturalmente, afinal, não é todo dia que o líder do maior grupo de rap do Brasil lança seu primeiro CD solo. No entanto, esse terá um motivo a mais pra cair na boca do povo: Brown promete focar nas músicas românticas. E “Amor distante” chegou pra confirmar isso. Tudo bem que o rapper aparece ainda fazendo as caras como se tivesse cantando “não confio na polícia, raça do caralho”, mas (…)

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5 motivos pra considerar “Sabotage” o disco mais importante da década

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Nas redes sociais, o Vai Ser Rimando se tornou até que bem conhecido por fazer brincadeiras com discos que estão sendo anunciados há muito tempo, mas ainda não saíram, como (e quase exclusivamente) o VVAR, do Marechal. A tiração é muito mais uma questão de espera ansiosa pelo trabalho do que uma reclamação. Afinal, o lançamento de um CD é algo bastante crucial para o arista, muitas vezes um divisor de águas em sua carreira. É claro que o tempo de produção não é diretamente proporcional à qualidade com que o disco será lançado, mas é muito mais provável que um maior tempo resulte em algo mais bem feito do que um produzido apressadamente. “Sabotage” é o exemplo perfeito de como a espera, (…)

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Eu nunca entenderei por que rappers vão ao programa do Danilo Gentili

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Uma polêmica envolvendo o Danilo Gentili surgiu há alguns dias no Twitter. Mais uma. O Daniel Ganjaman, lendário produtor do CD do Sabotage e que, mais recentemente, tem trampado direto com o Criolo, publicou na rede uma imagem do comediante ao lado de um cartaz com a frase “Não sou negro graças a Deus”. Ganjaman acrescentou em seu tweet a legenda “Eu só queria dizer que eu odeio o @DaniloGentili com todas as minhas forças”. Eu só queria dizer que eu odeio o @DaniloGentili com todas as minhas forças pic.twitter.com/m5x4H2nzVh — Daniel Ganjaman (@danielganjaman) 10 de outubro de 2016 Ressurgiu, na verdade. Essa polêmica já é antiga; a imagem em questão faz referência a uma série do Gentili lá de 2014, (…)

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A raiz e o mainstream do hip hop se encontram em “The Get Down”

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O hip hop morreu? O rap evoluiu? E a relação com a mídia? Nova ou velha escola? Cê pode fazer um documentário inteiro com essas perguntas se cê deixar rappers responderem ou soltar em qualquer roda de fãs de 20 anos pra cá e ver as pessoas se matarem. Não duvide, elas vão tentar. Principalmente se cê tiver coragem de soltar essa última. Mesmo que hoje MCs lancem música nova quase que uma vez por semana, é raro cê ver uma parceria entre esses dois grupos, essas duas “escolas”. E, quando acontece, geralmente são da mesma produtora ou algo assim. Não dá pra entender qual a dificuldade, mas ela existe. E isso acaba refletindo nos fãs, que tomam um lado e aí (…)

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À la Marechal, Lin-Manuel Miranda se torna um dos destaques do rap, sem lançar CD

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O que você espera do seu artista favorito? Se ele for um pintor, provavelmente que ele exponha novas pinturas, apresente alguns desenhos ou pelo menos uns rascunhos; se for escritor, novos livros, publicações em um blog ou uns textões de Facebook, é o mínimo. Mas, e se for um rapper? Não, esta não é a segunda parte da “O que realmente queremos dos rappers?“. Bom, se seu artista favorito for um rapper, você provavelmente quer que ele faça mais e mais rap; você provavelmente gostaria de escutar um som novo por semana, certo? Se for assim, eu diria pra você escolher com cuidado. Assim como outras artes, o rap permite que artistas ganhem reconhecimento e respeito mesmo sem lançar muitos (…)

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Por que o site se chama “Vai Ser Rimando”?

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Nesta terça-feira, 27 de setembro de 2016, o Vai Ser Rimando completa exatos 6 anos. Acredito que teremos muita coisa foda pela frente ainda e talvez fosse a melhor hora pra projetar isso, mas como nunca falei assim abertamente da história do site, acho que essa também é uma boa oportunidade. É bem verdade que recentemente listei os 12 discos que marcaram a minha vida e, consequentemente, a do site também e os mais curiosos já tão ligados que tem uma seção “a quem possa interessar” com alguns detalhes. Mas, existe uma questão em especial que queria tratar, até pra acabar de uma vez por todas com mal entendidos: o porquê do nome “Vai Ser Rimando”. No começo, quando eu (…)

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A mídia do rap brasileiro ou (Por que você deveria ir trabalhar e arrumar espaço pro seu rap)

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O Vai Ser Rimando completa 6 anos na próxima terça-feira. É bem louco isso porque ao mesmo tempo que lembro tudo que aconteceu na minha vida durante esse tempo, parece também que foi ontem que coloquei o site no ar. O próprio site mesmo passou por várias mudanças. Começou, em 2010, como um blog pra eu colocar umas rimas e publicações mais opinativas sobre a cena; tornou-se um portal de notícias do hip hop; e hoje, depois dos caminhos se confundirem, resolvi voltar ao começo: um espaço para falar desse movimento e dos mais variados temas conectados a ele. Como cês podem perceber, o Vai Ser Rimando sempre foi algo pessoal. Mesmo na fase que era um portal de notícias, ele foi (…)

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Kamau e Carlus Avonts, Resistência

O verso do Kamau em “Resistência” é tudo que cê precisa pra entender o rap feito neste século

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Eu enganei os leitores deste site e preciso me redimir; minha consciência tem pesado muito nos últimos dias. Antes de mais nada, gostaria de ressaltar que foi sem querer, não era minha intenção. Eu acabei me perdendo em meio a tantas linhas, explicações e motivos pra falar disso ou daquilo. Há quase dois anos, publiquei por aqui uma lista de 7 músicas que iriam te ajudar a entender a atual cena do rap brasileiro. Perdoem-me enrolá-los. Todas as músicas que citei são boas e, de fato, se adequam ao objetivo da criação da lista, mas, de verdade mesmo, cê só precisava conhecer bem uma delas: “Resistência”, do Kamau. A música foi lançada, originalmente, no CD “Non Ducor Duco”, de 2008, com (…)

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Capa da Coletânea Racionais MC's 1994

Os 12 discos de rap que marcaram a minha vida

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O Hip Hop não salvou a minha vida, como a de tantos outros por aí. Muito menos o rap. Pelo menos, não da maneira que eu poderia considerar um salvamento. Eu gosto de dizer que a cultura de rua me deu um belo motivo pelo qual viver, pelo qual acordar todo dia e por muito tempo respirei isso. Ainda respiro, como oxigênio, mas em doses normais. Sempre que vejo qualquer lista de discos de outros fãs de rap, vejo vários clássicos; alguns até que eu nunca tinha ouvido falar. A minha lista não é assim. Por algum motivo, os clássicos, aqueles que praticamente todos reconhecem como clássicos, não me marcaram tanto assim. Bom, vocês já sabem: eu não tava lá! (…)

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Como um sulista fã de rap deveria reagir à música “Sulicídio”

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Mano, eu to puto. Já vou logo falando que isso me deixou nada feliz. Como que os caras têm coragem de investir um tempo da vida pra escrever um trampo; investir outro pra entrar num estúdio, na tranquila, gravar esse trampo; investir mais uma cota nas produções. Botar as cabeças juntas pra pensar num nome, escolher “Sulicídio”, na febre, e não mencionar nem um rapper da região Sul. NEM UNZINHO SEQUER. Tudo bem, tudo bem, pra quem é do Nordeste, tudo abaixo é sul, mas fala da gente, chapa. Não importa se é diss ou como queiram chamar, já tá batendo os 500 mil views, só se fala disso, custava mencionar um Rafuagi, um Manifesto, um Cabes que fosse. Vamu (…)

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Eu não tava lá, mas e daí?

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A parceria entre Marechal e Costa Gold, que trouxe o Luccas Carlos no dab, deu novas forças a uma grande questão do rap brasileiro: saber quem tava lá. A questão é antiga, mas por se tratar de um estilo musical que preza tanto por suas raízes, não é muito raro vê-la pipocar aqui e ali. Mano Brown, na “Negro drama”, já questionava onde esses que falam da sua grana tavam “na época dos barraco de pau lá na pedreira”; o Emicida e o Kamau têm uma faixa toda rimando sobre “De onde cê vem?”; duas, se cê considerar que a “Komwé” traz versos como “nunca vi no rolê, no metrô, no busão, na função, no perrê” ou “pra opinar nas ação (…)

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Ainda há tempo, Criolo?

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Na última madrugada, Criolo disponibilizou de forma gratuita a releitura do CD “Ainda há tempo”, lançado originalmente há 10 anos. O rapper iniciou também há algum tempo uma turnê especial pra celebrar este ano especial. A homenagem ao seu primeiro disco é tão importante e necessária quanto é bonita e bem-feita. Conheci o trampo do Criolo já como Criolo, no single “Não existe amor em SP”. Eu já sabia quem ele era das batalhas da Rinha, no Youtube, e de uma foto ao seu lado, no “Encontro das Ruas”, em Joinville, em 2010. Embora ele sempre tenha feito participações e entrevistas marcantes, é impossível você conhecer um rapper sem escutar suas letras. “Nó na orelha” foi um marco até na minha vida: (…)

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Marcello Gugu no TEDxBlumenau 2016

Obrigado, Marcello Gugu!

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Quando eu comecei a compreender e pesquisar o rap de forma mais profunda, muito além do só ouvir uns sons, eu comecei a perceber um tipo de pensamento muito parecido do que eu acreditava ser o certo. Muito do que eu tinha aprendido, lido e escutado de grandes pensadores, eu captava nas letras. Era a união perfeita do teórico e o prático. Mas, as pessoas não viam isso, por algum motivo. Mesmo quem dizia querer revolução, que descrevia revolução como tantos outros rappers descreveriam, não conseguia compreendê-lo. Afinal, o rap sempre foi pra maioria violento, “música de bandido”. Sempre pensei que se enxergassem além desse preconceito idiota, favoritariam boa parte das linhas e espalhariam as ideias. Um dos meus principais objetivos na criação (…)

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Marechal rimando

Primeiro de abril, o “mic drop” do Marechal

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Todo ano é a mesma coisa. Marechal anuncia que vai lançar seu CD; o CD não vem. Ano passado não foi diferente, este ano também tá no mesmo caminho. O suposto anúncio pra “1º de abril” feito na página dele deu a entender que viria o trampo. Geral passou o dia todo esperando, comentando, ansiando por qualquer coisa. Até que surge uma prévia e, na madruga do dia seguinte, o link oficial pro som completo. Nascia então a música “Primeiro de abril”. E mesmo com data marcada, “estilão Quinto Andar” anunciado, prévia mostrada, mesmo com tudo isso, Marecha ainda conseguiu surpreender. E não surpreender naquelas de não esperávamos que ele poderia mandar algo tão bom; ele simplesmente foi além. A real é (…)

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Seu Jorge e Mano Brown

O que realmente queremos dos rappers?

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Quando o Racionais surgiu, no fim da década de 80, o rap, que ainda engatinhava, foi completamente transformado. Aqueles que viriam a ser “os quatro pretos mais perigosos do Brasil” instauraram naturalmente um estilo de se comportar e fazer música; quem não se enquadrasse nesse “estilo”, era praticamente desconsiderado pelo público como rapper. Hoje, esses mesmos “quatro pretos” são cobrados por esse mesmo público por terem mudado certos aspectos do seu comportamento; por terem mudado certas opiniões. Mano Brown costuma dizer que antes era necessário e que agora, pro Racionais e talvez até pro rap, não é mais. Muita coisa mudou, é bem verdade. Não consigo acreditar em alguém que consiga defender exatamente as mesmas coisas durante 30 anos, não com (…)

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