Reflexões sobre “Perspective” de Eminem

Eu não pretendia dedicar um texto a Eminem, talvez não tão cedo. Se fez necessário escrever algo porque escutei o skit “Perspective” que faz parte do novo álbum The Allegory do grande Royce Da 5’9. Curto bastante o mano há muitos anos, mas há tempos não escuto com o mesmo vigor de antes as suas músicas, tendo poucas vezes dedicado certa atenção a seus últimos trabalhos.

Conheço a todos os trampos, mas para dizer a verdade na parada de consumir mesmo creio que fiquei travado ali entre os antagônicos Relapse e Recovery, tendo escutado também o Hell: The Sequel do Bad Meets Evil, dupla que o Eminem faz justamente com o Royce Da 5’9.

Penso que na época havia aprendido a assimilar o Eminem a atmosfera que seus álbuns anteriores transmitiam, pensava que para mim ele era aquilo, aquele personagem e só, então quando começaram as mudanças rumo a algo mais lúcido não me atraiu tanto, em minha perspectiva já não era palatável para o que eu conhecia do polêmico Eminem.

Foi uma visão infantil e com todo o sentido, eu era bastante jovem. Mudei esta ideia e a tantas outras, mas ainda sim não consegui seguir escutando os sons do Eminem como antes.

Eminem tem atravessado algumas mudanças nos últimos anos, e para os mais familiarizados com o trabalho do mano há vestígios de que aquele Slim Shady caricato de duas décadas atrás se foi. Não cravo que este alter ego morreu, mas aquele seu espírito insano quase cartunesco já não está presente em seus últimos trabalhos artísticos.

Numa faixa temporal de seus trampos é possível dizer que estas mudanças ficaram mais sólidas a partir de Revival. Não escutei o álbum de maneira aprofundada, mas o suficiente para dizer que por alto se percebe um Eminem mais velho e maduro, que tenta ofuscar um pouco daquilo que foi durante a maior parte de sua carreira artística, o inconsequente Slim Shady.

Do lado de cá, falando desde a perspectiva de ouvinte, particularmente não me parece uma jogada de marketing, sim um amadurecimento genuíno do próprio Marshall Mathers, como ocorre com qualquer ser humano após intensas experiências.

Uma das coisas que mais me surpreendem neste processo de amadurecimento do Eminem é esta abordagem “politizada” que ele tem colocado em seus projetos, algo raramente abordado antes em sua carreira. O mano reduziu as já esperadas bizarrices e tem abordado paradas sérias, como as daquele “freestyle” no BET Awards contra o Trump, e agora tem adotado este tom até mesmo quando fala sobre temas sensíveis como foi com Music To Be Murdered By.

Recentemente escutei o skit Perspective, e algumas sensações e pensamentos vieram a minha cabeça. Não me surpreendeu, mas me gerou isso. O primeiro foi um pensamento de derrotismo junto a uma sensação de fúria. São básicos e frequentes, mas ainda sim me vieram com força quando terminei o skit.

Lutamos tanto como povo negro por todos os meios necessários, inclusive através da música, para chegar a este cenário de hoje? Será que nós, coletividade negra, estamos fadados a permanecer neste vórtice de massacres e expropriações? Sobre massacres a realidade cotidiana o apresenta, então me aprofundo na expropriação, que pode ser identificada também como um pós-colonialismo.

Seguindo, Perspective é muito doido, resumidamente fala da apropriação da música negra, especialmente o Hip Hop, pelos brancos, e explicada por um branco, e mais surpreendente ainda, talvez o artista de Hip Hop mais bem sucedido de todos os tempos, ou seja, dentro de uma parada criada por negros para atender a carência de uma pá de coisas nas comunidades negras.

Em Whitout Me (de 2002) Eminem canta “sou a pior coisa desde Elvis Presley a fazer música negra de maneira tão egoísta e usá-la para me enriquecer”. Todos já sabem, mas é bom relembrar. Elvis era considerado o “rei” do Rock, música com raízes negras, e houve uma pá de cara negro foda no Rock, mas o “rei” tinha que ser o branco. E lógico, Eminem se compara a ele por motivos óbvios.

Se ainda não escutou Perspective recomendo ouvi-lo. A fala de Eminem no skit debate um assunto mastodôntico e incontrolável com tantos desdobramentos que fica difícil abordá-lo extensamente. Afinal, o Hip Hop foi ou não roubado dos negros pelos brancos? A resposta pode ser sim, pode ser não, ou pode ser sim e não. Depende de qual perspective você parta.

O Hip Hop é uma livre expressão artística desterrada ou um movimento social-cultural pertencente a um povo? Eu particularmente o interpreto como um movimento sociocultural que incorpora algumas características artísticas de raízes africanas e que em suas costas está a força ancestral de guerreiros como os Panteras Negras, Malcolm X, Martin Luther King, Rosa Parks, Angela Davis, etc., todos aqueles e aquelas que lutaram pela libertação e emancipação do povo preto.

Não paro por aí, vou além, o Hip Hop a mim, especialmente a manifestação do Rap, é a corporização da tradição griô que os negros carregam em seus próprios espíritos, a vocação para preservar e transmitir as histórias, conhecimentos, canções e mitos de um povo. As religiões sobreviveram, a dança sobreviveu, a comida sobreviveu e o griô também sobreviveu e se adaptou à modernidade, usufruindo de suas tecnologias para dar voz à tradição oral.

Ainda sim é delicado cravar que ele foi “roubado” pois o Hip Hop é uma ideia, não um objeto, ele é como um espírito, mas claramente existe um monopólio em curso e desespiritualização por “gente de fora”. Mas considerando este entendimento de que ele foi tomado de nós, acredito que antes do Hip Hop ser roubado pelos brancos ele foi aliciado pela indústria da música e a grande mídia, e por culpa nossa, ou de gente entre nós.

A mercantilização do movimento se fez antes através dos próprios negros. Penso que foi um fenômeno quase inevitável, é impossível controlar isso, a arte, e claro, o dinheiro e a fama corrompem. Mas se quiséssemos ter este sentimento de posse sobre o Hip Hop antes deveríamos ter tido o espírito de coletividade negra e entendimento ancestral e moderno de nossas condições no espaço e tempo, o que somos e porque somos, o que é nosso e porque é e apresentar isso publicamente à sociedade através de nossas posturas e falas, irremediavelmente.

Esta unidade negra resistente à hostilidade “estrangeira” da qual falo já existiu em alguns momentos da história e em várias partes do mundo. O quilombo pode ser uma delas, mas falando de um projeto pensado gosto bastante de utilizar a unidade social criada pelos Panteras Negras.

Talvez soe autoritário a alguns, mas em uma pá de coletivos como este e “portando” e “controlando” o Hip Hop talvez o que ocorre hoje com o movimento poderia ter sido diferente, e sim, poderia ter sido, mas ainda sim ele nos escaparia da total posse, pois a ascensão do cyberespaço hoje facilmente tira de um grupo ou indivíduo a propriedade de qualquer ideia ou manifestação artística.

Lamentavelmente já não está completamente em nossas mãos a autoridade de dizer “este movimento é meu, o respeite”. O Hip Hop está globalizado e mercantilizado, serve ao mundo e a curtição. Não temos a completa autoridade porque além de desterrado ele foi distanciado de seu propósito primário, entretanto temos consciência e voz para expressar de onde ele veio, porque as suas raízes necessitam ser conservadas e porque ele é tão importante a nós negros.

Incomoda a alguns, acredito, mas particularmente rejeito um monte de brancos dentro do Candomblé, Vodum, Umbanda ou qualquer outra religião de raízes africanas.

Rejeito uma pá de brancos jogando capoeira e supostamente transmitindo a sua história para uma roda composta majoritariamente de pessoas brancas e às vezes loiras.

Rejeito um amontoado de brancos vendendo acarajé através de franquias como se fosse o McDonald’s, rejeito uma maré branca deixando oferendas na festa de Iemanjá, e rejeito também mar de brancos cantando Funk, ou se apoderando do Samba ou de nossos tambores.

Resta pouco de coisas genuinamente nossas.

Vocês brancos não precisam provar várias vezes mais o seu valor ao mundo para mostrar que também são capazes, para vocês não existe a polícia sadoracista que forja flagrantes ou extermina, e sequer são arranhados por um bárbaro racismo institucionalizado que nos barra até quando vamos comprar um biscoito no mercado, então sem estas referências, sem estas manifestações vivas de nossas raízes que servem para alimentar o nosso espírito enfraquecido nós seríamos derrotados. Ou a derrota ou a cólera cega nos tomaria.

Quem nunca ouviu falar que o Rap, o Hip Hop, salva vidas? Salva a de vocês também, classe média, ricos, brancos. Se não fosse isso as fileiras do crime estariam bem mais avantajadas. Então é questão de poder próprio, questão social e reconstrução do que somos. Mesmo que tenham tomado de nós, devemos reclamar isso sempre, o Hip Hop, a nossa musicalidade, a religião, a dança, as vestimentas, a comida, o gingado, o nosso espírito negro.

Voltando ao cume, o Hip Hop não nasceu do nada. Um moleque branco classe média pode hoje em dia facilmente chegar numa roda de free e pagar de mais brabo mandando uns versos que comumente falam da aparência do adversário e vai ter sim força motora que lhe garantirá gritos e aplausos, mas se fosse lá atrás na raiz do bagulho ele teria que abaixar a cabeça pros Mcs, teria que chegar no sapatinho no culto, porque é isso que o Hip Hop foi no início, um culto, um quilombo, uma resistência. Arma e defesa, refúgio.

Não por acaso o FBI mirou tantos artistas de Rap no passado, não por acaso o FBI demonstrou preocupações com o Hip Hop. Mataram a tantos ativistas negros, a tantos militantes negros e do nada seus espíritos se convergiram numa manifestação sociocultural cativante que converte pessoas comuns e as transforma contundentemente contra a hostilidade ao redor, apresentando a realidade miserável das quebradas, a desigualdade, a pobreza, a violência policial, a violência de gangues, o racismo, a fome, o mundo não branco, o submundo.

Por acaso esta realidade mudou? Não, só nos deram acesso a algumas coisas básicas para tornar mais palatável a nossa miséria, mas enquanto povo negro o apartheid segue. Neste processo duas coisas mudaram, a forma de o Estado nos massacrar com as novas tecnologias e nossa última grande arma, o Hip Hop.

Como falei, o bagulho era um espírito e sua essência foi aos poucos dissolvida e transformada pela indústria. O propósito de uma arte nos tempos modernos não funciona durante muito tempo, seu significado é engolido por uma liquidez e sua forma é espremida para gerar o quanto puder de lucro normalmente através de uma superexposição virtual globalizada.

A indústria tem feito isso com o Hip Hop. Aliás, atualmente é difícil falar sobre Hip Hop enquanto movimento. A noção do espírito da coisa foi diluída, desfragmentada. Elementos? Terra, fogo, água e ar? É? Poucos conhecem.

Ele não morreu, está vivo ali nas quebradas a quem servia, exatamente onde nasceu, mas os jovens nas mesmas condições dos jovens de há décadas atrás e que o Hip Hop resgatava já não querem mais colar com o que é o Hip Hop em sua essência.

Eles podem ser pobres, mas tem um celular, e nesse celular eles tem uma internet básica e nessa internet básica eles acessam as redes sociais e consomem o que é a tendência promovida por um marketing de guerrilha. T

udo é cognitivamente programado para atingir o psicológico e transformá-los em consumidores passivos do que é fornecido pela indústria da multimídia. E o que observo é uma completa despersonalização, além de se perderem também na noção de realidade. Existe hype em meio a pobreza? Atualmente sim.

Se ainda é terrível o nosso quadro, porque parece que nos rendemos enquanto movimento e corpo social? Nomeie como queira, mas o Estado e o mercado, por décadas tem explorado a tática militar do dividir e conquistar contra nós.

No próprio Rap isso ocorre pra caralho. Quais foram as paradas que mais deram lucro na indústria? Polêmicas. Treta entre Big e Tupac, Jay-Z e NAS, 50 Cent e Ja Rule, etc. Esteticamente falando não devo ser hipócrita e negar que curto pra caralho as letras que foram produtos de muitas tretas. Existem diss que são atemporais, ficaram marcadas na história, que são quase patrimônios culturais. Ether do NAS é simplesmente uma pedra preciosa.

Mas o que ganhamos com isso? Like Toy Soldiers fala um poco sobre isso, houveram mortes, fim de grupos e derrota como movimento, isso enquanto a indústria enchia o bolso a nossas custas e o Estado já nem se preocupava mais com prováveis investidas nossas, afinal já não éramos mais um Tupac, um N.W.A. ou um Facção Central para tocar o terror naqueles que nos privam do que é nosso por direito, além de também alimentar o cenário de conflitos entre nós mesmos (Quer ser o melhor? Vai ser o melhor pra tua comunidade).

E não falo nem sobre ser durões e gangsta, muito menos sobre obrigatoriamente cantar isso ou aquilo, falo de consciência. Então o que nos resta? Nos resta a reapropriação por qualquer meio necessário.

Dias atrás estava vendo uma batalha de free entre um mano branco e um negro, e quando o mano branco todo estilo lumberman mencionou “nigga” em sua rima um outro mano negro meteu-lhe um soco na cara sem mais nem menos. Desmedido? Sim, talvez. Deselegante? Jamais.

Não estou dizendo para sairmos por aí chutando e socando gente branca no meio do Hip Hop, mas a postura contra essa galera que quer se apoderar e desrespeitar o movimento deve ser outra, não mais passiva. A parada é trocar uma ideia. Tendeu? Certo, suave. Segue o baile e baixa a bola, respeita as raízes e entende a quem pertence essa cultura. Não tendeu? É racista? Fala merda? Mancha o movimento? Acha que o Hip Hop é “seu também”?

Aí firma, tu tem que ser convidado a se retirar ou vai azedar pro teu lado. É isso, tem que ser sem massagem. E o mesmo com MC branco que só fala patifaria, que não tem humildade, que paga de lord, rei, que mancha a parada. Tem que cancelar essa galera. Querem treta no Rap? Escolham bem a seus inimigos então.

É aí que concordo com o Raffa Moreira. Ele pode até falar merda às vezes, mas pode ser analisado desde muitos ângulos, e numa coisa ele tem razão, os MCs brancos são sim mais valorizados e estão tomando o controle do bagulho. Está em curso um embranquecimento do Rap, e não só atrás dos microfones.

Já foram a um show do Djonga? É assustador, parece que é estar numa faculdade de Medicina da USP. E o pior é que estão lá apenas por entretenimento, não pra “meter fogo nos racistas” como ficam gritando por aí ou exibindo em blusas pra dizer que são supostamente radicais. Aliás, muitos ali são os próprios racistas com os seus “micro-racismos” cotidianos.

E a quebrada, os negros, que deveriam tá ali também? O próprio sistema racista e desigual muitas vezes os priva de usufruir daquilo, da cultura. Louco isso, né? Essa encruzilhada onde se chocam realidades e anti-realidades abissais, sendo que o resultado é a mesma receita de sempre, a máquina de fazer vilão, que é a miséria e segregação para o povo negro, é 80, 111 tiros, tapa na cara dado pela PM porque para eles você é suspeito, é diretora de escola que chama a polícia para você e ela te arrebenta na porrada, buxixo de que seu cabelo é feio, de que sua aparência é feia, é corpo desaparecido, segurança te seguindo em loja, segurança te barrando em shopping, inacesso à universidades e vagas em postos de trabalho porque um branco se pintou de negro e roubou a tua vaga, etc. Caralho, querem nos passar para trás até se pitando de negro e roubando as migalhas de políticas reparacionistas. Como não enlouquecer com tudo isso?

Perspective me fez pensar sobre estas coisas. De acordo com o Genius gringo em Perspective Eminem fala sobre “racismo na indústria”, e está errado, definitivamente não é apenas isso. Nas linhas sim, mas e nas entrelinhas? O racismo na indústria surgiu dentro da indústria ou a indústria projetou um fenômeno que já existia na sociedade?

Pode parecer idiota a um branco se importar com qual é a cor da pele do corpo que canta algo que chegará a nossos ouvidos, mas para muitos de nós não. É questão de identidade, poder e conexão com a nossa área e grupo, de nos fortificar e retomar algo nosso para que nos reconstruamos como povo utilizando a nossa identidade que ainda está ali no horizonte e que não foi apagada por completo.

E digo o pronome possessivo “nosso” não para simbolizar um objeto qualquer, mas nosso com sentido de posse porque o Hip Hop nos pertence e exerce uma função importante a nós que é ajudar a nos manter vivos, conscientizar, divertir e ser a voz dos sem voz.

Nosso porque é a corporização moderna dos griôs de nossos ancestrais diretos. Nosso porque sem isso a batalha dos negros e negras contra o racismo e a desigualdade jamais será a mesma. E nosso porque alimentado pelo Hip Hop é que se há grandes chances de nascer um novo Malcolm X, uma nova Angela Davis, um novo Zumbi.

O Hip Hop é capaz de canalizar fúrias, e como estes não lutavam só com palavras, pois não é só com palavras que se vence uma guerra, o Hip Hop sabe muito bem disso, não é mesmo, Tupac?

E pouco antes de terminar de escrever esta reflexão uma nova informação sobre Eminem veio à tona e creio que seja importante mencioná-la. O mano tem uma treta com o Lord Jamar há alguns anos, já que Jamar o ataca por defender que “rappers brancos são apenas convidados na casa do Hip Hop construída pelos negros”.

Jamar também fala besteiras, como qualquar pessoa, mas quero focar nesta alegação. No passado houve alguns ataques bobos entre ambas as partes, mas o debate sério não foi posto de lado. Recentemente Eminem em entrevista a KXNG Crooked admitiu que sim, considera-se um convidado na “casa do Hip Hop”, além de negar também a alcunha de “rei do Hip Hop”.

Lembre-se de que o contexto desta resposta é, “rappers brancos são apenas convidados dentro do Hip Hop que foi construído por negros”. Me parece que isso está diretamente relacionado ao que expos Eminem em Perspective.

Reafirmo, isso não é chutar brancos do Hip Hop, mas ajustar a perspectiva sobre como muitos deles se relacionam com o movimento, e como diz o Neto em Poetas no Top 3.2, “eu fiz de um jeito que nem repararam na cor da minha pele”, e nada mais real do que este seu verso, tanto para ele, quanto a outros manos e minas que tanto acrescentaram e tem acrescentado ao Hip Hop, cada um a seu modo, como o Eduardo Taddeo, Marechal, Yank (embora uma incógnita), Karol Kolombiana, Souto MC, e alguns outros e outras.

Se você tem humildade, conhece a raiz e sabe mesmo do bagulho e respeita, ótimo. Se não maneja muito bem, é aquilo que disse o Major RD, “pesquisa quem foi Afrika Bambaataa, caso contrário volte duas casas”.

Soará incômodo a alguns, mas penso que sim, normalmente privilegiados e classe média, os brancos possuem o status de convidados dentro da “casa” do Hip Hop.

Logo mudemos a nossa perspectiva sobre esta relação no Hip Hop. Contradições à parte. Obrigado, Eminem.

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