Voz Expressa: VNH versa “Como eu odeio te amar”

Atualizado em 04/06/2014

Na última terça-feira (6), foi lançado o segundo episódio da “Voz expressa“, que contou com a participação do VNH cantando a música “Como eu odeio te amar”.

Dirigida por Talyson Felipe, a série apresenta versos a capella com a intenção de valorizar a poesia da cultura Hip Hop.

Abaixo cê confere a letra do som:

Crônicas da cidade cinza, da terra da garoa, 
Ciclone do microfone, trago à tona o esquecimento
Vindo da Vila Zilda, várias esquina à toa
O grito do silêncio ecoa em meio aos estouro de escapamento

Preferem ficar de boa do que carregar cimento
Os funk no gol bola entorpecem o sofrimento
Em meio ao mal estar de entorpecidos no relento
A fumaça no ar rasga a cara junto ao vento

Fabricação de armas e homens sem sentimentos
Raça evoluída, sem questionamentos
Somos homicidas em desenvolvimento
Robôs bomba, sem virgens ou lamentos

Papo de futuro, risada, alivia a rapa, 
Na madrugada, olho de japa,
A pegada é de wolf, e agora passa um golf,
Som pancadão, portando os kit, 
A mãe com artrite, PRAZER OSTENTAÇÃO!

Na contenção, protegendo os meu/ pique camada de ozônio
Indignado em porquê semana santa em terra de demônio
Capeta? junto aos mendigos na sé, 
Passa um frio do caceta, realidade…
O diabo é santo em nossa sociedade

Ele com dois dedo de leite azedo puro
Clamando por dinheiro: não é pra droga, eu juro
De portão em portão, implorando por pão duro
As esquinas de sp fazem qualquer um ficar de joelho

Escondida, pirada, procura-se a centelha, 
Assustada ela se perdeu/ dentre becos e vielas
Naquelas emboscada, pique comida pra matilha
A luz no fim do túnel não passa de uma armadilha

Genocídio diário, invisível ou com torcida
Rota pra paz é uma interestadual com acidente proposital na avenida
Governo só dá vacilo, tão obstruindo o caminho
Tenta dormir tranquilo, contando os corpinho

O lutador mais forte, aqui fraqueja
O melhor fonoaudiologo, aqui gagueja
Pazuzu passou por aqui e ficou abismado
Quando viu prostituição infantil por um leite condensado

De Reginaldo Rossi, a Nego do Borel
Cê frita de bala nos dubstep, enquanto te levam po bordel
Luta de classes, luta por crack, território, tiozão
Tamo tudo perdido, e não vem dizer que não

O reflexo dos impostos, da taxa monetária
Distribui pra pivetada fuzil por faixa etária
Tudo por poder… histeria
O dinheiro move o mundo à paralisia

Entre Che Guevara’s do sofá, e Talibãs sem causa
Brindes pelo fracasso, overdose sem náusea
Onde os homi não agem como humano
Capitalista hippie 
Morre afogado nesse oceano de bad trip

Bandeirante é idolatrado e índio martirizado
Aqui onde o terror é aterrorizado,
Lei do predador, permite conduta de safado, 
Ou você abusa ou você é abusado!

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