Com apresentações em escolas e asilos, “Vovó do RAP” é inspiração para o gênero

Atualizado em 04/01/2014

Que o RAP foi feito para todas as idades e todos os tipos de pessoas, já sabemos. Mas, quando vemos a exemplificação disso em carne, osso e muita poesia, o destaque é válido. Mariane Rossi, do G1, conta a inspiracional história de Ludimar Gomes Molina.

Obrigada pelo pai a estudar só até a 4ª série e pelo marido a deixar de lado suas poesias, aos 50 anos ela voltou às aulas e hoje, aos 63, leva todo seu ritmo e poesia de conscientização aos jovens e aos idosos. Após a morte do marido e a volta à escola, Ludimar passou a frequentar grupos de poetas e a fazer trabalho voluntário nas escolas de Praia Grande. E foi em uma dessas escolas que ela encontrou o RAP:

“Os meus amigos estavam fazendo umas poesias tipo Castro Alves, com um linguajar culto e eu era a quarta a falar. Mas a criançada não estava nem aí. Até a gente não entende direito algumas palavras. E como eu gosto de interagir e estava vendo um desinteresse muito grande, pensei que deveria inovar. Começou a vir uma poesia na minha cabeça, e que vinha com uma batida diferente”, contou ela ao G1. Seus versos fizeram sucesso; os alunos pediram bis. Dali em diante, o RAP tomou conta de sua vida, como descreve a matéria:

Ela se juntou ao Sarau das Ostras, um grupo de rap e hip hop de Praia Grande, e passou a fazer apresentações com os rappers, que a acolheram e passaram a chamá-la carinhosamente de ‘Vovó do Rap’. Para entrar no clima, ela aprendeu a usar boné, bermudão e camiseta larga para ‘combinar’ com os outros integrantes.

Além do hobby, Ludimar afirma que o linguajar despojado de seus versos faz com que se aproxime dos alunos nas escolas que visita, o que faz com que a mensagem que transmite seja absorvida ainda mais claramente; nos asilos, contagia os idosos a levantarem e dançarem, o que os ajuda também com os exercícios físicos.

Com mais de 500 poesias escritas e 35 prêmios, entre nacionais e internacionais, a “vovó” não pensa em parar tão cedo e já fala em projetos sociais que envolvem música, poesia e educação. Afinal, como uma fã de RAP de verdade, ela gosta dos versos de mensagem.

“Gosto mais daquela [poesia] que faz refletir, que causa impacto, que quando a pessoa lê a poesia, ela pense um pouco sobre aquilo”, comentou ela.

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