Integrantes do MST utilizam Hip Hop para conscientizar juventude do movimento

Atualizado em 06/01/2014

Com todo seu viés político, a linguagem do Hip Hop sempre foi utilizada por pessoas que lutam pela igualdade, seja para si próprio ou para a sociedade como um todo.

Dentro do Movimento Sem Terra, que tem como principal luta a defesa por uma distribuição igualitária de terras em uma nova reforma agrária, não poderia ser diferente. Segundo matéria do próprio site do movimento, o Hip Hop, embora seja considerado uma cultura urbana, “tem se apresentado cada vez mais como uma ferramenta de diálogo entre a juventude do campo e da cidade”.

“Queremos mostrar como o MST é de verdade. Muitas pessoas, interessadas pela nossa música, nos procuram para conhecer os assentamentos”, afirmou à matéria Cesinha, integrante do grupo Veneno H2, formado no Assentamento 17 de Abril, em São Paulo. “A juventude dos assentamentos também vem da periferia, são aqueles que migram novamente para o campo. Então, o hip hop está enraizado neles”, completou.

Além dos versos impactantes, o grupo também se apóia em outras vertentes do Hip Hop para passar o conhecimento adquirido a outros e motivá-los a buscar saber ainda mais.

“Fazemos oficinas de estêncil, muralismo e de teatro. Fazemos a juventude se envolver com trabalho e depois encerramos com rap”, explica John Muller, também conhecido como John Doido, integrante do grupo; o Veneno H2 ainda conta com Paulo Eduardo, o Mano Fi.

Outro grupo que surge em ambiente parecido é o LPJ MC’s, formado pela guitarrista e vocalista Jane Joffre, pelo vocalista Diego Zamura e pelo baterista Levi de Sousa, que também integram o do Levante Popular da Juventude do Paraná.

“A aceitação está sendo ótima e a intenção é fazer com que a molecada saque que vive em condições sociais que não escolhe, que foram impostas, mas que também podem ser mudadas”, disse o baterista à matéria, que também acredita que o Hip Hop tem sido a melhor maneira de conscientizar os jovens e incentivar sua organização. “São injustiças, são mazelas, são favelas. São heranças malditas que nos obrigam a herdar. O LPJ não canta só porque é bonito, mas porque a realidade nos põe a pensar”, recitou no evento de lançamento do CD Resistindo em Rimas, o primeiro do grupo.

Leia a matéria completa aqui.

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