Revista Cult disponibiliza vídeo da entrevista completa com Mano Brown

Se você leu a edição completa da revista Cult em homenagem ao Racionais, não se preocupe, você definitivamente ainda precisa assistir ao vídeo com Mano Brown. Além de informações extras, tudo muda quando podemos ouvir direto da boca do rapper.

Leia mais:
– Racionais disponibiliza matéria completa da revista Cult especial com o grupo;
– Capa da revista Cult, “fenômeno” Racionais é discutido por especialistas;
– Dossiê da Cult descreve o Racionais como “último grande acontecimento da cultura brasileira”;
– “Quando conheci o RAP, o Pedro Paulo estava fadado a morrer”, relembra Mano Brown.

O começo do vídeo já nos dá várias informações que foram cortadas ou não se destacaram tanto na matéria original. Brown explicou o nascimento da sua alcunha, revelando que o “Mano” veio muito depois, uma tentativa de fazer algo parecido com que o NWA fazia nos EUA. “Quando começou, eu chamava Paulinho Brown. Eu ‘pixava’ os ônibus com o vulgo Paulinho Brown”, relembrou.

Voltando ao começo, ele recordaria também não só sua trajetória e a do grupo especificamente, mas os primeiros momentos do próprio estilo musical no País.

“Muitos não tinham aquele compromisso que eu tinha. Eu poderia ter tirado muita cadeia por causa dessas ideias do começo. Eu tava pronto pra isso, pra tirar cadeia pela causa”, contou sobre o RAP no início da década de 90. “Nós fazia show todo mundo armado; nós cantava, todo mundo armado. Os três armados, mais quatro ou cinco manos armados em volta e era o ritmo. Saía daqui com oito revólver.”

De acordo com Mano Brown, foi ele quem decidiu tirar o Racionais das cabeças por dois anos, embora não tenha dado motivos específicos para isso. No entanto, ele comentou sobre o RAP da época, no início dos anos 2000:

“Eu via muita gente falar ‘pô, o RAP nos Estados Unidos… Aqui no Brasil não anda’. Vai andar como? Não pode, não pode andar. Tava comprometido com um monte de ideia pesada pra caralho. Povão passando mal; 2000 foi assim, até 2010.”

O rapper falaria ainda mais das dificuldades do começo, da admiração insana pelas apresentações do DJ KL Jay, lá quando este fazia dupla com o Edi Rock, e muito mais.

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