Lívia Cruz amplia debate sobre machismo: “Não é o RAP que é machista, o mundo que é”

Na última quarta-feira (2), o Correio Braziliense, um dos mais importantes jornais de Brasília, divulgou uma vídeo-entrevista com a Lívia Cruz para sua seção de “Diversão e arte”.

Em sete minutos de conversa, a pernambucana, que morou por um certo tempo na cidade, comentou um pouco sobre a sua trajetória e principalmente sobre o CD “Muito mais amor”, lançado em 2013.

Como é de praxe quando se trata de uma rapper, ela foi abordada sobre o machismo que existe no gênero musical; sua resposta ampliou um pouco mais este tão importante debate.

Não é o RAP que é machista, o mundo que é. Essa semana aí discutiu-se bastante o assunto nas redes sociais e tal. E a gente encontra dificuldades, assim como todas as outras profissionais em suas áreas. Talvez se a gente fosse cozinheira, ou alguma coisa que o pessoal acha que ‘as mulheres devem fazer’, talvez menos, mas acho que de modo geral a sociedade oprime bastante e contesta o nosso posicionamento, se a gente deveria ou não estar fazendo isso ou aquilo.

Leia mais:
– Laboratório Fantasma publica nota de apoio às mulheres e questiona: “onde estão agora os patrulheiros do hip hop?”;
– RET afirma ser machista, mas apaga publicação “em respeito à causa feminista”.

Lívia se refere a todo debate em torno de uma pesquisa do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA) que mostrou que uma boa quantidade de pessoas concordava com as seguintes frases: ”se as mulheres soubessem se comportar, haveria menos estupros” e “mulher que usa roupa curta merece ser atacada”.

https://www.youtube.com/watch?v=-zGKfmjeozE

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