Kayuá lança clipe da inédita “Novos tempos, velhas manias”

Nesta terça-feira (30), Kayuá lançou o clipe da música inédita “Novos tempos, velhas manias”, dirigido pelo Gabriel Camacho.

O título é uma boa pedida pra época de fim de ano. Embora reconheça a necessidade de mudança, o rapper também reforça a importância de resgatarmos pensamentos e diretrizes antigas, que sempre serviram como base pra cultura de rua.

Faça o download oficial da música “Novos tempos, velhas manias”.

Abaixo cê confere a letra da música:

[Verso 1]

Estilo anos noventa ressuscito o que se perdeu
entre os “Bom Bap”, me encontro eu
divertido os Dirty os Trap, mas minha mente não esqueceu.
muita batida e pouca rima, ainda não me convenceu

ginga criança, se envolve entra na dança
do gueto onde nasceu aonde vive esperança
ritmo de militância pra quem acha que é kao
pra quem veio balançar a bunda a brincadeira acabou

poesia pensada e compartilhada em cada track
a fluência na levada, com uma ideia que preste
influencia passada e estudada vinda dos mestre
e a vivencia com os melhores elevaram o meu Rap

acredito no que faço, por isso vou insistir
abraça que achar certo, vou permanecer assim
vários anos assistindo, pra hoje ser assistido
auto lá antes de falar que meu estilo é regressivo

carrego comigo o peso, de não ter tempo pra errar
ser meu próprio ombro amigo sempre que eu precisar
poucos pararam pra ensinar, peguei a matéria e fui estudar
pra hoje ter mais consistência no assunto que abordar

reais rimadores, Big L, Talib Kweli
verdadeiro fundamento que se deve seguir
não vivi na Golden era, mas era melhor que isso aqui
só combinar palavra no final, não te faz um MC

[Verso 2]

De Nova York, Pete Rock é influencia que tu quer
Bambata, Kev Bronw, Papoose, Mos Def e Dj Premier
Joey Crack, Big Pun, Busta Rymhes, M.O.P
Afu-Ra, Moob Deep, Nas e Jigga, B.I.G

novos tempos velhas manias
roupa larga G Gigante, como manda a época
bons samples, e muita rima
real Hip Hop, que volte a velha era

somos a expressão das ruas nas ruas cultura
que só vai ao chão com o B. Boy no moinho de vento
é a rima que salva quem faz e quem escuta
linguagem de favela transmitida no cimento

É competição, mas não é briga
Pra muitos é a saída, da ruína de sua vida
A voz das minoria
É o Hey é o How, é a gíria no flow
Não é o que eu faço, é o que sou

pra governante não é interessante governado informado
papel do Rap como instrumento a ser usado
os caras de ontem alucinava mas quebrava nas rimas
os caras de hoje não falam nada se quebram em cocaína

a função dos elementos é mais que entretenimento
é intensão de ocupação pra tirar negros do ócio
com a constante ascensão, vem injeção investimento
mas a cultura tá viva a anos sem ajuda de sócio

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