Rapper de Moçambique alega perseguição do governo e abandona carreira

Há algumas semanas, o RAP de Moçambique não fala em outra coisa se não o imenso desfalque sofrido recentemente: Azagaia, um dos principais nomes do país no gênero, decidiu se mudar para o interior e abandonar a carreira.

Em “depoimento de despedida”, o rapper sugeriu que estivesse correndo risco de vida e optou por se silenciar antes que algo acontecesse e ele não pudesse vier o desenvolvimento de seus filhos.

“Vou viver em Namaacha, terra onde nasci porque é o melhor que eu faço. Se for para eu morrer, prefiro que seja lá”, escreveu. “Dei-vos dois álbuns: Babalaze e Cubaliwa. Acho que também já está tudo lá dito”, completou.

Alguns dias depois, Azagaia sugeriu que, caso fosse noticiada sua morte, provavelmente seria dada como uma tragédia ou suicídio, mas que não acreditassem. “Informem ao Governo Moçambicano que eu não tenho medo deles e que estou pronto pra morrer em nome do que acredito”, defendeu ele.

Além de todo histórico de contestação em suas letras, o rapper chamou a atenção recentemente ao aparecer em um programa local e montar todo esquema para o consumo de Cannabis, ao vivo.

Azagaia confirma com todas as letras que consome “suruma”, como é conhecida a droga em Moçambique, mas o faz para lhe ajudar com a epilepsia.

Ele também já havia sido chamado pra depor na Procuradoria-Geral por causa da música “Povo no poder”, considerada uma incitação à violência pelas autoridades do país.

Com informações do Underground Lusófono.

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