No “Dia dos Pais”, Artigo lança música dedicada a eles

Atualizado em 06/01/2014

Neste domingo (11), Artigo lançou a música “Você não tava lá”, com participação e produção de Diego Coelho.

De acordo com o artista, a música é dedicada “aos pais afetivos e as mães que criam seus filhos sem pais. Parabéns aos pais biológicos que fazem seu ótimo trabalho e desempenham seus papeis como HOMENS, pois fazer um filho, qualquer um faz, mas e criá-los?”.

Baseado no texto de uma amiga, Artigo versa sobre aqueles que crescem deixados de lado pelos pais biológicos; por outro lado, também ressalta a importância daqueles que cuidam e participam do desenvolvimento de seus filhos, mesmo que adotados.

Letra:

1º Verso:

Sempre fui o que você mais quis por vários anos,
Agora sou realidade eu faço parte dos seus planos,
Após 9 meses, eu nasci e quis te abraçar,
A primeira vez que eu chorei você não tava lá,

Você dizia pra minha mãe que era um pai de exemplo,
E ela teve que ser pai e mãe ao mesmo tempo,
Também disse a ela que era um homem de verdade,
Onde você tava quando eu fiz dois anos de idade?

Parabéns!? Aniversário? Solidão!
Fiquei por várias noites esperando sua ligação,
Nunca precisei do seu dinheiro ou pensão,
Eu só queria seu carinho, seu amor, sua atenção,

Mas você sempre ocupado demais,
Queria saber como se sentia no dia dos pais,
Agora, vem me falar de gratidão?
O amor que eu tinha por você rasguei junto com seu cartão.

Refrão:

Quando eu cai! (Você não tava lá…)
Quando eu chorei! (Você não tava lá…)
E hoje você vem prometendo me amar?
(Quem é você?). Que eu só ouvi falar!

2º Verso:

Vários anos se passaram já nem sei seu nome,
A primeira vez que disse: “PAI”, foi pra outro homem,
Que me levou ao pediatra na madrugada,
E você enchendo a cara com as outras na balada,

Qual meu filme favorito, me diz?
Cadê meu pai pra ler histórias com final feliz?
Pais como você a justiça ainda condena,
Na real, não sinto raiva de você, eu sinto pena,

Isso que fez é pior que adultério,
Pai como você deveria ser estéril,
É sério, isso é muito complicado,
É por gente como você que orfanatos vivem lotados,

Quis chamar sua atenção, sem noção,
Foi ai que descobri que você nunca teve coração, (compaixão)
Hoje quer que eu te chame pai? (Que ironia),
Desculpe, mas pai não é quem faz e sim quem cria.

Refrão:

Quando eu cai! (Você não tava lá…)
Quando eu chorei! (Você não tava lá…)
E hoje você vem prometendo me amar?
(Quem é você?). Que eu só ouvi falar!

3º Verso:

Sentado na escada conto degrau por degrau,
Quem era pra fazer o bem só me proporcionou o mau,
Sua ausência não afetou meu psicológico,
Meu pai afetivo me deu amor, não o biológico,

Não te julgo, mas não consigo te entender,
Dei todo tempo do mundo para você aparecer,
Mas você se escondeu… Tempo passou,
Veja o homem que virei, homem que você não criou,

Agora eu sou pai ocupo meu lugar,
Carrego as dores dele o levo pra passear,
Estou sendo um pai que eu sempre quis ter,
Hoje eu sou o pai que você nunca quis ser,

Errar como você pai eu sei que não vou fazer,
Quando ele gritar, eu vou tá lá pra socorrer,
Quando ele chorar, eu vou tá lá pra acolher,
E quando disser “TE AMO” eu vou tá lá pra responder!

Refrão:

Quando eu cai! (Você não tava lá…)
Quando eu chorei! (Você não tava lá…)
E hoje você vem prometendo me amar?
(Quem é você?). Que eu só ouvi falar!

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