De Leve relembra o fim do Quinto Andar: “o pessoal não sabia a dimensão daquilo”

Atualizado em 08/01/2016

Na última quinta-feira (9), o programa “Matador de Passarinho”, do Canal Brasil, liberou o vídeo da participação do De Leve.

Em 12 minutos, o rapper manda umas rimas das antigas e fala especialmente sobre dois assuntos: Quinto Andar e o filho, que possui autismo. Ele não teve problema algum em tocar em pontos que poderiam ser considerados delicados.

– Assista ao vídeo completo da entrevista do De Leve.

“O pessoal não soube lidar direito com aquilo. Não sabia a dimensão daquilo direito. Hoje, a gente entende um pouco mais”, contou ele sobre o fim do grupo.

Se o término não foi dos mais suaves e envolveu alguns desentendimentos, a verdade é que o Quinto Andar contribuiu de forma significativa pra renovação do RAP.

“O Hip Hop era muito sério; sempre foi muito sério. A gente veio com essa coisa pra mudar. Não precisa ficar fechado em ou periferia ou… É uma linguagem, qualquer um pode se utilizar dela. O negócio é saber utilizar da melhor forma e atingir outras pessoas que também não gostam de Hip Hop ou não conhecem porque ou conhecem o Hip Hop que não interessa a elas ou não sei”, explicou.

O rapper ainda lançaria alguns trampos solo antes de parar de vez com a carreira. A descoberta de que o filho possuía autismo foi um dos principais motivos, como ele bem retrataria na sua volta, na música “Estalactite”, que até dá nome ao CD lançado em agosto.

Embora a adaptação às condições especiais do filho já tenha sido feita e parte mais complicada pareça já ter passado, existe ainda algumas questões que vão além de seu conhecimento.

“Estuda em escolha pública. Fico pensando: é o último ano do meu filho, a partir dos 6 anos, ele vai pra alfabetização; ele não tá preparado pra alfabetização, isso é fato, mas ele também não pode ficar na parte de jardim de infância. O Estado não sabe o que fazer; eu também não sei o que fazer”, contou.

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