Mais uma vez, um rapper mostrou que antigos hábitos demoram a morrer. Ao invés de dar o exemplo de luta contra o preconceito que o gênero sempre tentou demonstrar, Maomé, da Cone Crew Diretoria, inflamou ainda mais a questão.

Em uma publicação em seu Instagram, já apagada pelo que pesquisamos, o rapper escreveu que “mina que posta ‘troco likes e sigo de volta’ deveria tomar uma surra dentro de casa para aprender a ser mulher” e que os homens que fazem isso são mais “viados do que quem dá o cu”.

Questionado pela usuária @clalevy_, que em seguida publicaria o desfecho em seu Facebook (abaixo), ele manteve sua opinião e voltou a repetir que “mulher tem que aprender a ser mulher dentro de casa” e insinuar que quando isso não acontece a penitenciária e o prostíbulo são os resultados esperados.

Ele ainda completou a resposta dizendo que aqueles mais “viados do que quem dá o cu” já mencionados, são menos homens que homossexuais, sugerindo que homossexuais seriam menos homens que heterossexuais.

Maomé também não foi muito feliz nas tentativas de se defender. Em um primeiro momento, publicou uma mensagem um tanto irônica em seu Instagram (abaixo); depois, escreveu que era sim “machista” e que a constituição lhe dava direito para tal, embora não possamos ver a continuação desse texto, pois sua página no Facebook foi retirada do ar (por que e por quem, ainda não sabemos); por fim, provavelmente numa tentativa desesperada de jogar panos quentes no que foi dito, ele mandou um pedido formal de desculpas e sugeriu se voluntariar em “alguma causa interessante que defenda os direitos da mulher e dos homossexuais”.

Este não é o primeiro caso de machismo causado por nomes populares do RAP Brasileiro em redes sociais. Em abril, RET foi bastante criticado por se afirmar machista; Nocivo Shomon teve uma sequência de fatos parecida após dizer a uma moça que fosse lavar louça porque o que ela queria (supostamente, ele) já teria dona.

E com certeza não será o último. Estamos de olho.

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