Emicida definitivamente não ficou satisfeito com o resultado das eleições. Crítico ferrenho do governador paulista Geraldo Alckmin (PSDB), que foi reeleito, ele questionou até os protestos de 2013.

“Junho de 2013 serviu pra quê? Um milhão de pessoas na rua pro Alckmin ser reeleito com 57 (% dos) votos?”, questionou ele à TV Folha. “As pessoas não têm noção do que elas tão fazendo. Manifestação não pode virar micareta.”

E esse não foi o único resultado insatisfatório para o rapper. Eleitor assumido do Eduardo Suplicy (PT), ele acompanhou também a derrota do senador para José Serra (PSDB).

Agora, Emicida luta pra que pelo menos a presidência siga de acordo com o que ele imaginar ser o melhor para o Brasil. Recentemente, ele publicou um texto completo sobre democracia e declarou seu voto na Dilma.

“Faço RAP. Faço RAP vindo dos anos 90. Não tem como eu desconectar política e música. Não acho que é uma obrigação, mas acho que é uma tendência voluntária do meu tipo de composição”, continuou. “Como é que se vai chamar de herói um governador que ignora o extermínio nas periferias? Não dá pra tapar o olho e dizer que a Polícia Militar de São Paulo tem responsabilidade nenhuma nisso. Que o governador, que é o patrão da Polícia Militar, não tem responsabilidade nenhuma nisso. A minha música é influenciada diretamente pelo que acontece nas ruas.”

Ainda sobre os protestos de 2013, a TV Folha lançou o documentário “Junho – O mês que abalou o Brasil”, que veio com música inédita do Criolo.

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