Quando um grupo que não costuma se pronunciar se torna capa de revista, é bom ficar atento porque muita coisa nova pode sair. Foi assim quando o Racionais saiu na Rolling Stone Brasil e está sendo assim na mais recente edição da revista Cult.

Leia mais:
– “Quando conheci o RAP, o Pedro Paulo estava fadado a morrer”, relembra Mano Brown;
Dossiê da revista Cult descreve o Racionais como “último grande acontecimento da cultura brasileira”;
Capa da revista Cult, “fenômeno” Racionais é discutido por especialistas;
– Revista traça perfil de integrantes do Racionais.

A nova descoberta veio da entrevista com o Mano Brown. Não tivemos acesso ainda ao conteúdo completo, mas o Emicida fez o favor de compartilhar um trecho em sua página no Facebook. Não à toa, o rapper do Cachoeira é o foco da amostra.

Bom, não necessariamente. Brown falaria sobre o cenário atual e toda essa mistura do RAP com outros gêneros musicais, que ele próprio fez com Jorge Ben, mas o colega tem se destacado tanto nessa área que não poderia ficar de fora.

“O Emicida tem essa grife de artista”, definiu. “Ele foi reconhecido muito mais rapidamente do que a gente na época.”

Embora o próprio Emicida tenha definido o Racionais como o “livro de história mais foda pra minha geração”, o líder do grupo creditou ao próprio rapper todo sucesso na caminhada.

“Tem músicos da época dele que também ouviram a gente e não deram em nada. Foi inteligência dele. A gente não deu nada pra ele”, afirmou.

Parece desnecessário ressaltar a importância dos quatro pretos mais perigosos do Brasil, principalmente nos quesitos inspiração e “abertura de portas” pro RAP, mas é inquestionável também que o Emicida seguiu para outros caminhos e abriu várias por sua conta. Uns/Umas podem até dizer que ele mudou o “jogo do RAP”.

“Ele é um bom jogador. É um cara que sobrevive, um cara forte, inteligente”, completou Mano Brown.

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