Se nas periferias brasileiras completar 25 anos já é motivo de celebração, imagina completá-los em sua carreira; imagina completá-los como poeta/escritor.

Em 2014, Sérgio Vaz faz tudo isso. E muito mais. Além de projetos paralelos, palestras e tantos outros convites que já o levaram a seis países, ele mantém a Cooperifa viva e atuante.

São 200 a 300 pessoas toda quarta-feira à noite, no horário da novela, reunidas em um bar na periferia de São Paulo para declamar e escutar poesia. “É por isso que vale a pena estar vivo. Depois de cada quarta-feira, eu percebo que a vida, ainda que fútil e dolorida, é um milagre”, declara ele à matéria especial do Portal Fórum.

Obviamente, o poeta também contou mais de sua história. Desprivilegiado economicamente, como tantos outros jovens da quebrada, ele conta sobre a salvação nos livros de Dom Quixote e fala de sua gratidão pelo Rap.

Lá atrás, com o pseudo fim da ditadura, os caras da MPB param de falar de problemas sociais, parece que tudo ficou bom só por que não tem mais um militar no poder. Nesse momento, escuto Racionais MCs cantando ‘Fim de semana no parque’. A MPB não fazia mais efeito”, relembra. “Reposiciono, então, minha poesia e meu interesse, começo a seguir o hip hop, parei de ir ver show do Chico e do Caetano. O rap deu o gripo de independência da periferia. São eles que vão começar a falar de Malcom X, de Martin Luther King e de Steve Biko”, afirma.

A relação com o gênero musical aproximou Sérgio Vaz de vários projetos e, principalmente, fez com que vários rappers se aproximassem dos seus.

Suas frases se espalharam por inúmeras rimas e ele tem conseguido muito bem amplificar sua mensagem. Hoje, o que ele mais quer é que as pessoas leiam.

O meu trabalho, o trabalho da Cooperifa, é formar leitores. É um paradoxo maluco nosso tempo. Cada dia tem mais filmes, mas cada dia tem menos cinemas. Precisamos formar leitores, não adianta ter 100 livrarias se ninguém vai ler. O [Hugo] Chavez distribuiu um milhão de exemplares do ‘Dom Quixote’, é isso, tem que formar uma cultura de leitura. Se o opressor leu, o oprimido tem que ler também”, defende.

Vi no Portal Fórum e recomendo que leiam a entrevista completa.

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