Depois de colocar um beat à venda por R$500, na última quarta-feira (7), Nocivo Shomon recebeu uma quantidade gigantesca de comentários.

Não à toa, o rapper publicou em seu Facebook várias explicações e defesas sobre o preço, que foi criticado pela maioria dos usuários, embora alguns tivessem achado justo.

Aos que não estão familiarizados, Nocivo também é beatmaker, ou seja, produz o instrumental que serve de base para as músicas (a batida); assim como tantos, ele produz alguns especialmente para venda.

Mesmo que seja discutível, R$500 não é lá um grande absurdo, visto que existem outros no ramo que fazem preços bem parecidos e, obviamente, até maiores. A questão, para muitos usuários, na verdade, era que aquele instrumental específico, pela sua dificuldade/qualidade, valeria muito menos.

“Porra… que merda de beat. 500 conto? Podre! Não vale nem 50”, comentou uma usuária, ao que Nocivo respondeu: “Mina zuada, nem o post quer namorar. Vai lavar uma louça, recalcada, o que você quer tem dona, gordinha com cara de nerd.”

Leia o que a jornalsita Jéssica Balbino escreveu sobre o caso (título: “Pelo direito ao grito e a crítica no hip-hop”).

Em uma época que se discute tanto a igualdade das mulheres, será que “mulheres devem só lavar louça” ou “mulheres só criticam os homens com os quais elas não conseguem transar” não parece ainda mais lastimável? Será que é realmente necessário devolver um ato desrespeitoso com outro ainda mais grave?

Enfim, esta não é a primeira vez que o rapper/beatmaker precisa se explicar quanto a batidas vendidas. Recentemente, teve toda uma confusão por ele ter vendido o mesmo instrumental pra mais de uma pessoa.

Assim como é feito com qualquer outra arte, existe o direito de uso e o de exclusividade. Entretanto, aparentemente, ao vender os beats, Nocivo não teria deixado muito claro que não seria uma venda exclusiva, que é o tipo de venda padrão.

Os compradores reclamaram e parece que foi tudo esclarecido, de um jeito ou de outro. Quanto ao beat de R$500, ele foi vendido e o rapper parece ter ficado feliz com a propaganda gratuita que a chuva de comentários protagonizou.

Nocivo Shomon responde usuária que reclamou preço do beat

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1 Comment

  1. aaaaaah mano quem pode por preço nas coisas dos outros é somente o próprio dono , no meio da malandragem eu aprendi assim , e quanto as vendas pra mais de uma pessoa isso é questão de comunicação melhor na hora de efetuar a venda !!!!!!!!!

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