Neste domingo (6), a Cone Crew Diretoria foi o centro de mais uma polêmica. Depois do grupo se apresentar no Lollapalooza Brasil 2014, o Estadão publicou que eles teriam chamado Criolo de “mera enganação”.

A notícia se espalhou muito rapidamente pelas redes sociais. Entretanto, existe um pequeno detalhe: em nenhum momento houve a comprovação do fato e as críticas destinadas à Cone foram feitas por mero preconceito contra os próprios e/ou crença na qualidade jornalística do veículo já mencionado.

“Quando vimos a merda que isso podia dar, ligamos pro Criolo de dentro do ônibus mesmo, conseguimos localizar o cara. Queríamos nos explicar, dizer pra ele que ninguém havia falado mal dele no show. Afinal, somos fãs do trabalho do cara. Para nossa surpresa, quando falamos com ele, o Criolo tava tranquilo, disse que não tinha comprado a acusação do jornal, não, que não botava fé que a gente teria feito uma declaração daquelas”, contou Papatinho ao Noisey

Mais tarde, os perfis oficiais do grupo na Internet viriam a desmentir as afirmações e o próprio Criolo/sua equipe publicaria no Facebook uma foto sua ao lado do Maomé, integrante da Cone Crew, com a seguinte legenda: “Quando se inventa polêmica em torno de um movimento significa que esse grupo de pessoas tem força e está crescendo. Desejamos a Cone Crew Diretoria muita luz na caminhada e que continuemos crescendo juntos, como sempre foi. A grande mídia pode incentivar o contrário, mas continuaremos pregando a paz, através do nosso som.”

É verdade que ainda não há uma resposta isenta sobre o caso, mas é bastante curioso que o Estadão tenha sido o único a publicar as palavras em questão entre tantos sites que escreveram sobre o show.

Aliás, embora tenha mencionado corretamente a homenagem ao Chorão e a afirmação “Quem estupra merece morrer”, a matéria falou nada sobre as  críticas ao governador de São Paulo, citadas pelos outros veículos de comunicação que também fizeram a cobertura.

E, pra completar o jornalismo bastante questionável, João Paulo Carvalho, autor da matéria do Estadão, ainda acrescentou um sétimo integrante à Cone Crew Diretoria: o MPC, uma provável confusão com o instrumento utilizado pelo Papatinho para reproduzir as batidas ao vivo.

“Pra mim, ou o cara agiu de má fé mesmo, pra queimar o filme da Cone Crew, ou o cara não está preparado para cobrir evento de música ao vivo, pois não sabe apurar direito”, definiu Papato também ao Noisey.

Ainda na mesma matéria, Eduardo Ribeiro (do Noisey) afirma ter entrado em contato com João Paulo Carvalho, que teria se recusado a se retratar e teria dito: “Fiz meu trabalho, testemunhei os fatos e informei ao leitor. Não tenho mais nada a declarar a esse respeito.”

Vale lembrar que foi também um jornalista do Estadão, no caso Julio Maria, quem acusou o Criolo de “atropelar” o show do Stevie Wonder; a equipe do rapper se defendeu dizendo que em nenhum momento foi avisada e disse ter entrado em contato com a assessoria do evento que informou-os que foi o cantor estadunidense quem iniciou o show de forma antecipada.

A Cone Crew afirmou que deverá recorrer a meios legais para reparar “essa informação falsa e seus devidos danos a imagem da banda perante os seus fãs”.

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