Nesta quinta-feira (11), a Agência Pública lançou o minidocumentário “Morri na Maré, idealizado pelos jornalistas franceses Marie Naudascher e Patrick Vanier, que foram radicados no Rio de Janeiro.

Financiado por um projeto de financiamento coletivo, a produção mostrou a violência na favela Complexo da Maré sob o olhar das crianças e de que maneira ela as impacta.

O complexo é um dos lugares mais perigosos do Rio de Janeiro. Para dar uma ideia, em junho do ano passado, durante um confronto, 13 moradores e 1 sargento do BOPE foram assassinados.

“Ali ainda não tem UPP; as três facções do crime organizado (Terceiro Comando, Comando Vermelho, Amigos dos Amigos, e também milícia) dominam o território. […] A violência impacta diretamente as crianças, que, no mínimo, ficam sem aula: a maioria fecha as portas até a situação voltar ‘ao normal'”, escreveram os jornalistas no Portal Fórum; eles ficaram por vários dias na escola do projeto Uerê, que há trinta anos lida com crianças vitimas de violência e traumas.

As imagens mostram as crianças contando histórias de momentos violentos que viram ou vivenciaram e como isso influenciou seus depoimentos, seus desenhos e o que pensam da sociedade.

“Tem muitas pessoas que conseguem construir uma vida com valores fortes, valorizam a comunidade, a solidariedade; nem toda criança que cresceu aqui, apesar dos traumas, vai ter uma vida ruim”, afirmou uma psicóloga que não quis revelar sua identidade ao portal.

Vi no Portal Fórum.

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