No último dia 19, um vídeo de uma palestra do Eduardo, ex-Facção Central, mostrou o porquê de o rapper não ter aceitado o convite para ir ao “Programa do Jô”.

Perguntado sobre o assunto, ele não falou diretamente do programa, mas sobre a relação do público com a TV e da própria TV com o público e artistas convidados.

“Quando você escreve um livro é como se o playboy falasse ‘agora cê escreveu um livro, é intelectual, é da hora, agora você pode colar com nóiz; pode vim no nosso programa'”, comentou ele sobre o volume 1 de “A guerra não declarada na visão de um favelado“. “Eu não quero ser um hit de verão. Eu não quero ser aquele cara que você curtiu porque tava em determinado programa. Eu quero que você curta minha música, respeite meu trabalho porque eu tenho valor”, disse.

– Assista à rara entrevista do Facção Central na Sônia Abrão.
– Eduardo, ex-Facção, recusa convite para ir ao “Programa do Jô”.

Na sequência, após uma pergunta sobre um hipotético convite no qual o rapper pudesse falar o que quisesse (utópico, na opinião dele), Eduardo foi mais enfático na sua recusa e nos motivos.

“Eu acho que a revolução é aqui [na periferia]. Pra eu tá na televisão, primeiro a gente tem que mudar a televisão. A gente tem que exercitar aquele poder do boicote; realmente mudar a programação. Quando a gente tiver um programador, pelo menos, interessado em ouvir a periferia, aí sim você pode entrar dentro da televisão”, destacou ele. “Nesse momento, infelizmente, você tem uma televisão alienadora; uma televisão onde o genocídio é legitimado 24 horas por dia. Então, eu vejo a televisão como meu inimigo; eu não posso tá ali com meu inimigo”, concluiu.

Em outros momentos da palestra, Eduardo falou sobre as cotas, drogas, a ostentação, que já publicamos em outro post, e muito mais; o evento “Pensem nas Crianças” aconteceu na Chácara Flórida, em Embu-Guaçu/SP.

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