Nesta quinta-feira (22), Emicida utilizou sua página no Facebook para responder às acusações de machismo na música “Trepadeira”, do seu recém-lançado CD O glorioso retorno de quem nunca esteve aqui.

A música, que conta com a participação de Wilson das Neves, foi acusada de machismo por várias pessoas nas redes sociais pela suposta crítica à quantidade de parceiros que uma mulher pode ter, que, supostamente, não aconteceria se fosse um homem.

“Um homem apaixonado percebe que está sendo traído por ela [pela mulher] quando sai para trabalhar, e a história parte daí, em um trocadilho com vários nomes de plantas ao longo de toda a música”, comentou ele lembrando que trata-se de uma música, não expressando sua real opinião, mas do personagem. “Em ‘Trepadeira’, nosso vacilão passa pelo que fez uma garota passar, dessa vez ele a queria só para si, e a garota em questão não estava na mesma vibe, logo temos ali a perspectiva de um cara decepcionado, incapaz de perceber que estava passando pelo que fez outra pessoa passar antes”, completou conectando o novo som com a música “Vacilão”, lançada no EP “Sua mina ouve meu REP tamém”.

Durante o depoimento, Emicida não apenas destrincha a música como também expressa sua própria opinião no assunto: “por gostar de sexo, é vital que as garotas também gostem e se sintam livres para externar isso quando bem entenderem, fazendo o que bem entendem com seus corpos.”

O rapper ainda cita outros artistas que trazem o mesmo assunto à tona: “Ela [a música] não tem a menor intenção de generalizar nada de pejorativo sobre as mulheres, é uma música feita a partir da perspectiva de alguém traído, tal qual Lupicínio Rodrigues em suas muitas canções de dor de cotovelo.”

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Por fim, ele lembra que já gravou sobre o assunto da mulher como material se posicionando do outro lado da questão, no clipe de “Rua Augusta”, e também ressaltou ter crescido cercado de mulheres e ter uma filha, a qual quer deixar um mundo livre.

“E, vale lembrar, lutamos do mesmo lado. O tema do machismo no rap é importantíssimo e deve ser debatido e combatido, assim como na sociedade como um todo”, concluiu.

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