Na última sexta-feira (5), a Veja São Paulo publicou uma matéria com artistas da nova geração da música brasileira comentando sobre suas músicas favoritas de Caetano Veloso; entre eles, Criolo, Emicida, Rael e Rashid representaram o RAP Brasileiro.

De acordo com o site, a lista é um “esquenta” para os três shows que o cantor fará em São Paulo, pela primeira vez apresentando seu novo disco, “Abraçaço (2012)“, na cidade.

Veja a opinião dos rappers:

Criolo, que dividiu o palco com Caetano no VMB 2011, fala sobre “Gayana“, música que está no novo disco:

É uma bela canção, assim como todas as outras do novo disco.

Rashid escolhe “Sozinho“, música que está no disco “Prenda minha”, de 1999:

Acho que nunca vi uma pessoa dizendo que não gosta dessa música (Sozinho). Mais do que isso, quem nunca se pegou cantarolando essa letra em algum momento da vida? Um clássico muito sutil e comum. Comum pelo fato de a letra retratar uma situação que todo mundo passou/passa/passará. Outra essencial é Odara. Eu já gostava muito desse som, a letra tem um jogo de palavras muito bom, uma aula para quem compõe. E, um certo dia, vi uma apresentação do Rappin Hood ao lado do próprio Caetano e os dois cantavam essa música, Rappin Hood rimando e Caetano tocando violão e cantando. Fiquei de cara! Virei mais fã ainda deles naquele dia.

Emicida escolheu logo três sons, pra não deixar sua opinião passar em branco:

Eu tenho duas que duvido que vou ver ele cantar um dia, pois acho que não fazem parte de seu repertório, mas aqui vão elas: Outras Palavras, que acho fantástica. Ele brinca com a língua portuguesa de uma maneira interessantíssima, usando palavras que aparentemente não têm um sentido lógico às vezes, porém, nessa ocasião ele as fez parecerem unidas e soam, talvez devido à ritmica utilizada, uma como continuidade da outra, como se as houvéssemos conhecido dessa forma. Tornou familiar um lugar pouco visitado, coisa de gênio isso. Ea outra foi gravada pela Maria Bethânia, chama-se Motriz. Essa música é perfeita.E, se não for pedir demais, do último disco eu gosto demais de Um Comunista. Minha geração acaba tendo uma paixão estranha pela história desses dias obscuros que foram os tempos da ditadura militar. Essa paixão por vezes ofusca até mesmo a necessidade de atentar mais para os tempos em que vivemos, em que os sonhos de um mundo melhor e de uma sociedade mais justa não morreram. Talvez estejam menos expostos devido às diversas outras ditaduras existentes hoje, mas gosto dessa música por fazer pensar sobre aqueles tempos olhando deste ponto de vista de hoje.

Rael fala sobre a música “Oração ao tempo“, do CD “Cinema Transcendental”, de 1979:

Acho impressionante o modo com o qual ele dialoga com o tempo, é de um respeito sem tamanho, com uma melodia linda. dá a sensação de que o tempo nos ouvirá e entraremos em um acordo com ele em meio a essa correria danada. Ouvindo a música parece que o senhor tempo em algum momento me dará tempo para fazer coisas que não me sobram tempo. A música é maravilhosa.

VEJA A MATÉRIA NA ÍNTEGRA E A OPINIÃO DE TODOS 15 ARTISTAS ENTREVISTADOS.

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