Depois de duas mixtapes e dois EPs, alguns clipes, shows por todo Brasil e pelo mundo, parece que a hora do lançamento mais robusto do Emicida chegou. Em 2013, o rapper lançará seu primeiro álbum e ele pode estar mais perto do que imaginamos.

“Como assim ‘primeiro álbum’? Ele já tem um monte de CD na rua!”, diria qualquer pessoa curiosa. A verdade é que não existe uma regra oficial para isso, mas funciona mais ou menos assim:

  • Mixtape é um CD com uma ampla quantidade de faixas (normalmente, mais de 15) e que “mistura” vários tipos de músicas do artista, sem muitas regras pra temática ou disposição das músicas. A gravação é feita de forma esporádica: pega uma batida aqui, junta com a voz ali, a participação de lá, mete uns scratches, mixa, masteriza e tá lá;
  • EP é quase que o oposto da mixtape, pois não só possui bem menos faixas (normalmente, menos que 10), mas também há uma certa harmonia entre as músicas, seguindo um mesmo estilo e, às vezes, até uma temática semelhante;
  • Álbum seria a união da mixtape com o EP e um pouco mais. Possui uma quantidade grande de faixas, assim como a mixtape, mas com a harmonia entre as músicas e entre a produção e a captação de vozes. É algo muito mais pensado, planejado e trabalhado, não só quanto ao áudio, mas também na parte física, contando normalmente com um encarte mais robusto.

Emicida fala sobre a produção de seu primeiro álbum desde o lançamento de sua primeira mixtape, “Pra quem já mordeu um cachorro por comida, até que eu cheguei longe”. Ele sempre adiava a ideia, mas se dizia pensando nisso. Em 2013, a coisa ficou séria.

O rapper começou o ano lançando o web vídeo da música “Rinha (Já ouviu falar?)”, que mostrava um pouco da sua trajetória. Sua equipe descreveu o vídeo como o fim de um ciclo e o inicio de uma nova fase. Era a hora de “separar os meninos dos homens”, por mais que, mesmo como “menino”, ele tenha feito mais barulho do que muitos “homens” por aí.

Não se sabe muito do novo trabalho, de suas participações, nem mesmo do nome. Entretanto, como visto até hoje, a possibilidade de termos um nome bastante diferente do comum é grande, vide todos os outros trabalhos lançado pela Laboratório Fantasma. Quanto aos artistas participantes, podemos ter uma ideia baseando-se pelas fotos recém-postadas nas mídias sociais do rapper e suas legendas, que você confere abaixo:

Emicida e Elisa Lucinda
“Mais um dia de gravação… Hoje com Elisa Lucinda”
Emicida e Tulipa Ruiz
“@emicida e @tuliparuiz no estúdio”

 

Emicida e Fabiana Cozza
“Mais um dia de gravação. Hoje com a querida @fabianacozza”

Rael em estúdio

Maurício Fleury e Felipe Vassão
“Maurício Fleury e @felipevassao.”

Tudo bem que não temos nenhuma certeza de que as “gravações” que as legendas se referem são do álbum do Emicida, mas a chance é bastante grande.

E se as participações se confirmarem, o álbum promete ainda mais. Aliás, a Fabiana Cozza já participou com o Emicida em “Cariacô“; a Tulipa Ruiz gravou “Lágrimas do Palhaço”, com o Kamau; o Rael, nem se fala.

É claro que ainda falta muito. Mesmo após as gravações, há a parte mais técnica do trabalho com toda produção e depois os possíveis lançamentos de singles e outros detalhes pra deixar o público ainda mais ansioso.

Entretanto, saber que o último dia de gravação foi ontem, é animador…

Emicida e Felipe Vassão
“Último dia de gravação do novo CD #Emicida #FelipeVassão”

E pra quem não conhece o Vassão, vale lembrar que ele é, entre outras coisas, o produtor da faixa “Triunfo“, o clássico dos clássicos do Emicida, o qual, basicamente, apresentou-o pro RAP.

Será que podemos esperar algo bom pra esse álbum?

Não perca mais nenhum post!

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