Depois da música “Viva”, Emicida volta com mais uma da EP “Doozicabraba e a Revolução Silenciosa”. Se “Viva” era uma música super alegre, pra frente, agora o rapper mostrou o outro lado da moeda. Com a participação da cantora Paola Lucio no refrão, Emicida canta o sentimento de perda em mais uma faixa cheia de emoção. De acordo com o twitter do Evandro Fióti, irmão do Emicida, essa é uma faixa que vai ficar guardada pra sempre na história deles, pois seu tio veio a falecer logo após a finalizarem.

Particularmente, a música me lembrou muito aquela “Pra onde vai”, do Gabriel o Pensador, que eu sou muito fã (tanto dele quanto da música). A grande diferença é o flow, o jeito que o Emicida conduz a música, mais rápido. No entanto, o sentimento é forte nas duas, chega a arrepiar mesmo!

Agora que o Emicida mostrou dois lados bem diferentes da nova EP em duas ótimas músicas, só nos resta perguntar: o que esperar do cd? Abaixo você confere a música, a letra e o download!

Emicida – Canção Para Meus Amigos Mortos by thecreatorsproject

Letra:

Ei, aí, quer saber…
Dizem que quando seus amigos morrem
Viram estrelas (sobem)
Peça que olhem (ore), nunca ignorem
Oro calado e os guardo em olhares mariados
Onde pupila são barcos desnorteados
Fumaça no ar, cápsulas no chão
Cães fitam, mães gritam, não (meu filho, não!)
É o corpo na vala, a bala vem de quem te deve proteção
Fria, e a corregedoria lava as mãos
Corta, close no arregaço
Uma cadeira vazia, família faltando um pedaço
Dói no estômago, tipo azia
No âmago o espaço daquela piada que ele sempre fazia
Esses meninos são sangue, medo e pele
Onde viaturas são abre alas do IML
É, eu nem choro mais, pois bem
Não sei dizer se eu fiquei mais forte ou se eu morri também

Realmente o tempo voa
E pensa, zoa, zoa, zoa
Nem deu pra se despedir
E a dor ecoa na gente
Resta seguir…

Dizem que quando seus amigos morrem
Morre um pouco de você
Nasce um lugar a se preencher
Do tamanho do que o que você ficou de dizer
E não pôde dizer (nunca vai esquecer)
Faz quantos anos, era comemoração
Os manos e o time campeão
Ó, uns beck, uns goró, os muleque novão
Quando o telefone tocou, já veio a sensação
Vi cada foto no muro do cemitério
Nas lápide, sério
Dizendo “se adapte”, as flor seca no chão (murcha)
A cabeça a milhão (puxa!), troca o caixão de mão
E nota: as folha solta voa
Olha a mensagem da coroa, vai vendo
Fulano, jamais te esqueceremos (Porra!)
E Deus só vê quando convém
E eu não sei dizer se eu fiquei mais forte ou se eu morri também

Realmente o tempo voa
E pensa, zoa, zoa, zoa
Nem deu pra se despedir
E a dor ecoa na gente
Resta seguir…

Download

#vaiRAP

Não perca mais nenhum post!

3 Comments

Deixe uma resposta

Seu email não será publicado.

*