Quando Bambaataa começou a disseminar o conhecimento como um dos elementos fundamentais do Hip Hop, ele estava apenas oficializando algo que todo mundo já sabia. A grande arma do povo oprimido contra o sistema sempre foi o conhecimento, independente da forma.

Hoje, os livros talvez sejam o principal exemplo disso. Assim, não é de se espantar quando a 23ª Bienal do Livro de São Paulo convoca uma pá de rappers para recontar alguns clássicos da literatura mundial.

Intitulada “Clássicos da periferia”, a atividade trará GOG relendo “Vidas Secas”, de Graciliano Ramos, no dia 24; Rael no dia 25 (não foi informada qual será a releitura); Rappin Hood relendo “O Príncipe”, de Nicolau Maquiavel, no dia 26; Ogi relendo “A Revolução dos Bichos”, de George Orwell, no dia 27; Marcello Gugu relendo “Capitães da Areia”, de Jorge Amado, no dia 28; Xis no dia 29 (não foi informada qual será a releitura); Nega Gizza no dia 30 (não foi informada qual será a releitura). Todas as apresentações acontecem das 19h às 21h, em seus respectivos dias.

E tem gente bem animada pra apresentar. Gugu, através do seu perfil no Facebook, contou que foram 16 horas de trampo em seu texto, mas que foram horas bem gastas. “Uma das coisas mais lindas que eu já fiz. Até eu me emocionei”, escreveu.

Ainda tem mais RAP. No dia 28, Emicida será o “guerreiro” entre os arquétipos da cultura universal. Ele deve se apresentar das 14h às 14h50, no Anfiteatro.

A 23ª Bienal do Livro de São Paulo acontece no Pavilhão de Exposições do Anhembi, do dia 22 de agosto ao dia 31.

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