No último sábado (9), De Leve deu sequência a sua série de lançamentos e colocou na rua a música “Melô da amônia”, que conta com a produção musical do Daniel Sydens.

Depois de abrir com um tema mais sério em “Esterionatário“, o rapper tira uma sobre a dificuldade em achar uns recreativos de qualidade. Sem grana pra pegar do bom, a saída é colar naqueles com amônia mesmo, fala tu.

Pra dar uma descontraída maior, De Leve meteu um efeito na voz, o que não pegou bem com alguns/algumas fãs. Com a popularização e consequente banalização do Autotune, a ferramenta tem sido abominada por quem acredita na originalidade de seu artista ou sua artista favoritx. Entretanto, houve um engano.

“Isso não é Autotune , e sim Vocoder, como usado por Daft Punk mais recentemente e vários outros na história da música”, explicou Daniel Sydens nos comentários da página do vídeo no Youtube. “Tem uma grande diferença de alguém que não sabe cantar depender de Autotune e de usar Vocoder como efeito. Pra completar, esse vocal limpo sem o Vocoder é totalmente afinado.”

Mas, para De Leve, mesmo se tivesse usado Autotune , não deveria ser uma surpresa. “Nele [no CD ‘De Love’] tem uma música que gosto muito chamada ‘Minha maluca’ e que eu ABUSO do Autotune“, escreveu o rapper também nos comentários (caixa alta em “abuso” é dele mesmo).

“Melô da amônia” integra o CD “Estalactite” e foi mixada pelo próprio Sydens; a masterização é do 2F, do U-Flow.

Abaixo cê confere a letra da música:

Quando cê me ligou
Eu não tava em casa tão bem assim
Eu nem te falei mas tava sem um finim
E tava precisando
Alivia toda dor que eu tive
Ate liguei prumas amiga, (e ai gatinha?)
Ninguém ofereceu nada, é ‘incrivi’
E eu não sou um playboy
Vim de Niterói, mas não sou playboy
Eu tenho que ralar pra comprar
Ligar pro amigo e barganhar
Ficar devendo ou rachar
Pra poder ficar feliz
Voando pelo céu
Mas com u.p.p., nego
Encareceu pra dedéu
To bolado com essa porra
Não aguento mais arrêgo
Os policia pegam a grana e levam preso

Tudo que eu quero é um apertado
Pra fumar na minha insônia
Ter dele sobrando sem parcimônia
Se desse onda eu plantava begônia
Mas não dá, então, que se foda,
Me passa essa com amônia
Foda-se amônia, quero com amônia
Me dá com amônia

Eu gosto de hash,nordestino, solto
Eu deixo esses pra quem mora na vieira souto
No subúrbio é só amoníaco prensado
Já vem embalado e até bem pesado
Aquele que cansa o corpo faz o olho fechar
Faz sumir igual gorpo, me faz viajar
Aquele q te prosta,faz perder qualquer aposta
Faz o pulmão queimar mas a cabeça gosta

Tudo que eu quero é um apertado
Pra fumar na minha insônia
Ter dele sobrando sem parcimônia
Se desse onda eu plantava begônia
Mas não dá, então, que se foda,
Me passa essa com amônia
Foda-se amônia, quero com amônia
Me dá com amônia

“Ce” diz “meu fumo é de “doutô”
“ele me faz “esquecedô”
Mas quando prova do meu
Pergunta o fornecedor
O telefone eu não dou, vender é sedutor
Mas eu sou consumidor, admirador
Apreciador, degustador, maníaco
Olho fechado, resultado do amoníaco
Estado paradisíaco
Dizem que é remédio. doutor, acho que eu sou hipocondríaco

Tudo que eu quero é um apertado
Pra fumar na minha insônia
Ter dele sobrando sem parcimônia
Se desse onda eu plantava begônia
Mas não dá, então, que se foda,
Me passa essa com amônia
Foda-se amônia, quero com amônia
Me dá com amônia

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