1. “O glorioso retorno de quem nunca esteve aqui”, do Emicida

Emicida fez uma das coisas mais difíceis e precisa ser o exemplo pra boa parte dos rappers: ele se redesenhou completamente musicalmente.

Este trampo foi o verdadeiro “Emicídio”, pois não só as temáticas vieram bem diferentes das anteriores, mas toda construção das músicas e as produções também.

Ele nunca escondeu sua paixão por outras vertentes sonoras, mas não havia feito algo tão explícito assim, ainda mais com toda essa variação em um único trabalho.

Emicida fez um trampo para todos os gostos, mas mais do que isso, fez os ouvintes gostarem do trampo indiferente dos gostos pessoais e da diversidade exposta.

Como dissemos, ele se redesenhou e isso é muito difícil. O “Doozicabraba” é um exemplo: foi um CD com quase nenhum atrativo musical diferente dos até então apresentados por ele, além da produção gringa.

Muitos artistas, por sua popularidade, não se sentem desafiados porque sempre que lançam algo novo, seu público original bate palmas. Com isso, continuam apenas lançando trabalho atrás de trabalho, sem se preocupar muito.

Emicida não. Ele já havia falado do quanto estava seguindo pelo mesmo caminho e precisava de algo novo. Percebeu o quanto seus caminhos musicais estavam se confundindo e voltou ao começo. Não ao começo na “Pra quem já mordeu…”, mas a um novo começo.

Teve a coragem de arriscar e a competência pra acertar. Foi recompensado por isso. Seu renascimento, ou melhor, seu retorno, definitivamente, foi glorioso.

– Leia a publicação original do CD “O glorioso retorno de quem nunca esteve aqui”;
– Faça o download oficial do CD “O glorioso retorno de quem nunca esteve aqui”.

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