3. “Até que enfim, Gugu”, do Marcello Gugu

Proporcionalmente, este foi o CD mais esperado de 2013. Depois de tantos anos de “talvez”, o co-fundador da Batalha do Santa Cruz finalmente colocou na rua um trampo oficial pra lhe representar.

E, depois de tanta espera, Marcello Gugu realmente tinha o que dizer. O rapper não deixou nenhuma batida ganhar mais destaque nas músicas do que seus versos, mesmo estando na época de MCs que maquiam versos medíocres em ótimos beats apenas pra que o ritmo e algum refrão chiclete grude na cabeça e transforme aquilo num hit passageiro.

É claro que se você tirar as batidas das músicas do “Até que enfim, Gugu”, você vai ter um resultado completamente diferente, mas em nenhum dos sons vocês as vê o engolindo; batidas (em um RAP) precisam ser como uma linda paisagem em uma foto para destacar o que há de mais importante na passagem do rapper por ali: seus versos (só pra melhor entendimento, no caso das fotos literalmente falando, elas se destacam quando marcam a passagem da pessoa por certos lugares. Uma foto sua é uma coisa; uma foto de um ponto turístico é outra; uma foto sua em um ponto turístico muda tudo e marca sua passagem por aquele lugar. No RAP, a boa batida serve para amplificar os versos do rapper em sua passagem por aquele tema).

Neste caso, os versos irradiam uma força tão grande que se destacariam mesmo em uma foto apagada sem filtros do Instagram (pra continuar a metáfora). Entretanto, o rapper conseguiu reunir paisagens que amplificassem essa irradiação sem tomar seu espaço. Ele não foi à Torre Eiffel, ao Big Ben ou às Pirâmides do Egito; fotografou lugares simples que se tornaram pontos turísticos após a presença de seus versos.

Se uma foto vale mais do que mil palavras, quanto será que vale esse álbum (rá!) do Marcello Gugu? Até que enfim, não, graças a (insira sua crença aqui).

– Leia a publicação original do CD “Até que enfim, Gugu”;
– Faça o download oficial do CD “Até que enfim, Gugu”.

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