Como uma das maiores representantes do RAP feminino no país, não é de hoje que Flora Matos costuma falar e ser perguntada sobre a presença das mulheres no gênero.

Aliás, todas as rappers de destaque têm feito seu papel nesse sentido, como foi o caso da Karol Conká em uma entrevista aqui para o site mesmo.

Na última quinta-feira (21), o Virgula Música publicou uma entrevista com a brasiliense que, entre outros assuntos, deu o papo sobre o preconceito.

“O meio do rap já foi muito mais machista, hoje é menos, é maquiado, mas ainda existe sim. Porém, nós mulheres, quebramos isso de uma maneira muito criativa. Não vira ‘treta’, não vira ‘diz’ [diss], vira música e inspiração. Não só para mim, mas para as outras garotas também”, comentou. Flora ainda apontou aquelas que devemos ficar de olhos e ouvidos bem abertos:

“A Drik Barbosa, uma garota bem jovem e que eu acho muito talentosa. E a Tássia Reis, que também é muito boa e está fazendo um som diferente. São duas ‘minas’ que eu acho que vale dar um ‘confere’. Elas estão chegando e estão chegando bem.”

Ótimas escolhas. Não só estamos de olho, como, por exemplo, já colocamos o clipe da Tássia como um dos destaques de 2013!

Leia mais sobre elas:
Projeto Studio62: Tássia Reis canta “Bêbada de feriado”;
– Tássia Reis lança clipe da música “Meu RapJazz”‘;
– Assista a Emicida e Drik Barbosa gravando trilha sonora do filme “O menino e o mundo”;
– Não É Mais Você – Drik Barbosa (beat: Kriolão).

Mas, a rapper não falou apenas do preconceito às mulheres; ela foi um pouco mais além ao ser perguntada sobre o romance com outra mulher que é descrito na letra de “Ela me disse assim”, som que ainda não saiu oficialmente.

“O rap ainda é extremamente homofóbico, mas é uma coisa velada. A verdade é que ninguém fala sobre isso. Os rappers não falam ‘não pode viado no show’. Simplesmente ‘viado não cola’. Mas, no meu show ‘cola’. Então, acho que eu já estou fazendo a minha parte aí”, sintetizou antes de dar maiores detalhes.

Saindo um pouco da questão do preconceito e falando do RAP mesmo de forma mais abrangente, Flora Matos fez uma aposta também quanto ao novo “estouro” do gênero.

“O Don L é muito sábio na rima e faz um gênero diferente de tudo que temos aqui. É uma maneira diferente de fazer e escrever rap. Vai influenciar muita gente! O som dele é livre de dogmas e de paradigmas. Ele está rompendo várias barreiras e consegue passar sua mensagem”, definiu. Ela já participou de duas músicas do cearense: “Enquanto acaba” e “Sangue é champanhe“.

Leia mais sobre ele:
– Don L lança mixtape “Caro Vapor – Vida e Veneno” e disponibiliza para download;
– RAPBOX 35: Don L canta “Doce dose”.

Confira a entrevista completa no Virgula Música.

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