1. “Crisântemo”, do Emicida

Direção: Fred Ouro Preto
Álbum: O glorioso retorno de quem nunca esteve aqui

Impecável, com “i” maiúsculo e negrito mesmo. Voa mais alto do que um clipe, mas ao mesmo tempo trabalha muito bem com a música tocando. Não é o tipo de produção que mostra exatamente o que está sendo dito na letra, mas também não abandona as palavras pra se conectar apenas no sentido geral.

A letra é escrita com o tom de reprovação do Emicida adulto, enquanto o clipe te dá detalhes para complementar e entender melhor a história por completo. Da criança feliz por receber seu pai normalmente ausente ao rapper que descobriu que aquelas visitas só amplificaram a dor da perda.

Pra completar, ainda temos o depoimento daquela que pode ser considerada a grande personagem da história: Dona Jacira, a mãe. A força de superar a sua própria tristeza e principalmente a de seus filhos e seguir lutando é admirável. Não à toa, ela se torna uma bela representação do que é ser mãe, do que é ser mulher e do que é ser mulher negra.

“Crisântemo”, sem dúvidas, é uma ótima amostra de que um filme sobre a história do Emicida já poderia começar a ser feito.

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