Enquanto muito se discute sobre a melhor maneira de oferecer oportunidades aos jovens e crianças de baixa renda, o skatista Sandro ‘Testinha’ Soares e sua mulher Leila Vieira falaram menos e fizeram.

Em Poá, na região metropolitana de São Paulo, criaram a Organização Não Governamental (ONG) “Social Skate” e começaram a desenvolver o projeto “Manobra do bem”; hoje, dão aula de skate aos sábados e acompanhamento pedagógico para cerca de 70 crianças e adolescentes.

“Ficamos felizes com tudo isso. Sentimos a importância que temos para eles. Eu nunca fui um skatista de grandes manobras ou grandes títulos e a Leila começou a aprender a andar agora. Então, se for para compensar esta deficiência, acho que o que sentimos no final do dia deve ser a mesma coisa que o Bob Burnquist sente quando salta uma mega rampa: satisfação”, disse Testinha a TV Diário, da Rede Globo.

Em meio às dificuldades para arranjar um local e improvisar os obstáculos para que as crianças pudessem andar, o casal ainda utiliza a própria casa como sede e onde fazem o acompanhamento escolar dos participantes.

Além disso, oferecem todo sábado, antes dos jovens subirem no skate, um café da manhã. “Fazemos questão de manter isso, porque se a criança não estiver alimentada, ela não tem um bom desempenho em qualquer atividade física ou intelectual e acaba perdendo o ânimo”, comentou o skatista à matéria. E completou:

 O problema do poder público de não conseguir atender toda a demanda social e cultural, principalmente longe dos grandes centros e nas periferias, é um problema de ordem política. Nós não vemos força de vontade nem ideias para se melhorar isso. Eu até brinco que, como criança não vota, as iniciativas voltadas a elas parecem estar em último lugar. Mas não gosto de pensar nisso, pois acho que a discussão afasta e a ação une, por isso partimos para a ação. Ninguém falou que era impossível, então, a gente foi lá e fez.

Embora o oferecimento das horas de prática esportiva já fossem suficientes para o auxílio no desenvolvimento dos jovens participantes, o projeto duplica de importância com o acompanhamento pedagógico e a valorização educacional.

Não é só uma questão de ocupar 70 indivíduos para que eles não sigam um outro caminho, mas dar-lhes uma perspectiva de futuro. Os benefícios não são apenas individuais, mas familiares, comunitários, nacionais e até mundiais, por que não?

Quem sabe o que esses jovens podem se tornar um dia.

Leia a matéria completa no globoesporte.com.

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