Na última sexta-feira (13), completou-se 45 anos de uma das decisões mais terríveis da história do Brasil: a instituição do Ato Institucional nº 5 (AI-5) pelo então presidente Costa e Silva.

Ponto alto da ditadura, o ato, que, de forma simples, dava todos os poderes aos governantes, duraria até 1978 e produziria não só grandes revoltas populares, mas sequelas de repressão que ficariam pra sempre.

Talvez para “celebrar” a data, o Colégio Estadual Costa e Silva, em Nova Iguaçu (RJ), resolveu trocar de nome e passará a se chamar Colégio Estadual Abdias do Nascimento.

Além do motivo óbvio de não homenagear um ditador, a troca também é fortalecida pelo conhecimento popular que diz que Costa e Silva não era tão chegado assim das letras; “celebrizou-se pela ignorância cavalar”, escreve Mário Magalhães.

Do outro lado, Abdias do Nascimento não era só militante dos direitos dos negros, mas também poeta, escultor e professor universitário. Curiosamente, este esteve em exílio durante parte do exercimento da presidência por aquele.

Mais importante do que a iniciativa da Comissão Estadual da Verdade do Rio de Janeiro para a troca do nome, é saber que os alunos da escola também participaram e poderão aprender muito mais sobre a história de uma das pessoas mais importantes na luta pelos direitos humanos no Brasil.

Vi no Blog do Mário Magalhães.

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