Nesta segunda-feira (4), completam-se 44 anos da morte de Carlos Marighella, que foi morto em uma emboscada policial.

A Comissão da Verdade do Estado de São Paulo, Rubens Paiva e a viúva de Carlos Marighella, Clara Charf, fizeram um ato na Alameda Casa Branca, na região da Avenida Paulista, para lembrar a data, de acordo com o Brasil de Fato.

No local em que o revolucionário foi assassinado foram colocadas flores e a inscrição “Marighella vive”. À matéria, a viúva relatou o acontecido naquele dia:

“Ele veio se encontrar com os padres [frades dominicanos que simpatizavam com a causa] porque queria que ajudassem a tirar os perseguidos políticos do país pela fronteira. A polícia montou todo um esquema e transformou essa rua em um horror. Ele entrou de peito aberto como sempre, sem saber que aquilo tudo o que havia na rua era apenas um cenário.”

Charf ainda aproveitou o momento para colocar em destaque a democracia que vivemos hoje e fazer uma pequena comparação com a época de Marighella; a luta ainda não acabou.

“Ninguém pode ficar de braços cruzados achando que vivemos em uma democracia e que está tudo no bem-bom. Não é nada disso, existe um regime, claro que comparando hoje com a democracia que nós conquistamos com o que era no passado, está muito diferente, mas as bandeiras continuam de pé, apesar de se ter conquistado muito”, aponta ela.

Confira a publicação completa.

Carlos Marighella é o mesmo homenageado pelo Racionais no clipe “Mil faces de um homem leal”; a música ainda foi eleita a melhor de 2012 pela Rolling Stone Brasil.

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