Na última terça-feira (10), foi ao ar o programa “Provocações”, da TV Cultura, apresentado por Antônio Abujamra, com participação do Dexter.

Como é de costume, o rapper falou muito sobre a situação das periferias do Brasil e sobre sua passagem de 13 anos pela cadeia, resultado de um assalto à mão armada; ele está em liberdade há 2 anos.

“O 509-E, naquela época, deixou de ser apenas uma cela onde as pessoas eram sufocadas, onde as suas ideias eram sufocadas e passou a ser uma espécie de biblioteca; um lugar pra se ouvir música, pra se conversar muito e um lugar – eu costumo dizer e sempre lembro disso – onde a vida tava lá dentro, através da música, dos livros”, explicou sobre a formação da dupla ao lado de Afro-X, que fazia referência à numeração da cela em que estavam presos, no Carandiru, em 1999; hoje, os dois não se falam e Afro-X até lançou uma música descrevendo a situação.

Dexter também falou novamente sobre a onda de protestos que acontece no Brasil e sobre a organização das pessoas, que também é um ponto positivo que ele percebe no PCC:

Essas pessoas se organizaram dentro da cadeia e hoje não existe mais morte dentro da cadeia, que é o bem maior que o ser humano pode ter; é proibido se matar na cadeia. Mas quando o Dexter fala isso, causa um espanto na sociedade. As pessoas dizem que eu estou defendendo bandido; não, eu estou defendendo o ser humano. Mas quando o Drauzio Varella fala isso na Veja ou em qualquer entrevista que ele fala e ele fala, porque ele também esteve lá na mesma época que eu, inclusive, não causa espanto nenhum. Eu gosto das pessoas que se organizam pro seu bem-estar. O Estado, ele não ajuda essas pessoas que se encontram privada da liberdade.

O programa ainda contou com a participação do poeta periférico Hugo Paz.

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