Na última terça-feira (3) foi ao ar o Prêmio Multishow, premiação do canal aos “melhores da música” no ano; Emicida, Marcelo D2, Cone Crew Diretoria e Karol Conká foram destaques.

Em um evento que prezou muito mais pela tentativa de ser engraçado do que pela qualidade musical (pouco destaque aos vencedores e às apresentações, que quando aparecerem, sofreram com os equipamentos), os artistas do RAP Brasileiro que ali estiveram parecem ter saído com um saldo positivo.

Se num primeiro momento, Karol Conká e Rael perderam a categoria “Música Compartilhada” para o Metá Metá, logo surgiu a apresentação do Emicida ao lado do Caetano Veloso para “trazer os pontos pra casa”.

O cantor baiano trouxe para o palco as músicas “Tropicália” e “Abraçaço”, que foram acompanhadas por versos inéditos e contestadores do rapper paulista e também com um daqueles “improvisos tradicionais” para chamar a galera pra fazer barulho. O incrível medley continuou com Emicida recitando a música “Haiti”, do Caetano, que soou como uma poesia da melhor qualidade.

Por fim, o cantor da MPB apresentou “A bossa é nova é foda”, enquanto o rapper respondeu com “O Hip Hop é foda”, que foi composta pelo Rael. No Twitter, a expressão “Caetano e Emicida” foi parar nos Trending Topics BR (que reúne as expressões mais faladas no país naquele momento na ferramenta), sendo o dueto definido por muitos como “o melhor do Prêmio Multishow”.

Não muito tempo depois, foi a vez de uma parceria bem carioca tomar conta do palco da premiação; vestidos de Black Bloc – grupo de manifestantes mascarados vestidos de preto que ficaram conhecidos por ações mais radicais durante os protestos – Marcelo D2 e Cone Crew Diretoria trouxeram a lembrança das manifestações de volta à tona.

A apresentação começou com a música “À procura da batida perfeita” com versos inéditos de Maomé e Ari, que homenageou Chorão, e os versos do Batoré na “Fella”, do novo CD do D2; o grupo completou com o hit “Chama os mulekes”. Por fim, Marcelo D2  o público sobre os protestos marcados para o Dia da Independência: “Bonito agora é ser feito, amigo. Tira a mão do meu dinheiro. 7 de setembro a gente tá lá; linha de frente é com a gente”.

Mesmo com todas as novidades na apresentação, o que chamou mais a atenção foram as constantes paradas e reclamações de D2 quanto ao som. O quê, em um primeiro momento, foi considerado como falta de ensaio, veio a ser esclarecido pelo Papatinho, beatmaker da Cone, através do Twitter: “Não ligaram o retorno no nosso show e não ouvimos nada! Foi quase impossivel tocar.. Não faço idéia como ficou na TV.. Passamos sufoco..”.

Depois das apresentações, ao RAP só restava a categoria “Artista Revelação”, na qual Karol Conká concorria com Anitta, Clarice Falcão e Strobo. Para surpresa de todos (levando em consideração o gosto musical da maioria das premiações de música) e da própria rapper, ela levou a medalha pra casa.

Com seu novo visual, a curitibana foi muito elogiada pelos apresentadores e celebrada pela vitória pelos fãs nas redes sociais.

Assista à Karol Conká recebendo o prêmio.

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