Logo no início do mês de maio, Marcelo D2 lançou seu novo CD, intitulado “Nada pode me parar”; no sábado seguinte (11), o rapper inaugurou uma pop up storeuma espécie de loja temática ambulante, para vender os produtos referentes ao novo trabalho.

Como era de se esperar, um novo trabalho de um dos ícones musicais do país gera um barulho por toda mídia. Em entrevista ao UOL, D2 falou mais sobre as letras e o conteúdo do novo disco.

– Ouça o CD “Nada pode me parar” completo.

“O papo desse disco é outra conversa. Sobre legalização da maconha, esse papo é tão ultrapassado. É uma coisa do século passado, já devia ser resolvido esse papo”, contou ele sobre a presença de um dos assuntos que mais é referenciado a ele; então explicou: “Eu vi que esse disco é autobiográfico pra caramba. […] o disco é muito sobre isso, sobre o quanto o rap levantou minha auto-estima, como foi auto-ajuda. Me mostrou que eu fazia parte de um mundo. O papo é esse. É a arrogância, no bom sentido, que o rap tem. Eu acho muito interessante um moleque da favela falar ao mundo como se ele soubesse a verdade inteira. Talvez a verdade seja só aquela que está dentro da cabeça dele, mas é essa verdade. Esse disco é sobre isso, sobre a coragem de falar para o mundo o que acha, sabe?”

D2 também falou sobre a produção e as participações, de misturar o novo com o velho, de ir de Mario Coldato a Cone Crew Diretoria e seu filho Stephan.

“Em 1998, quando eu fiz meu primeiro disco solo, tudo isso parecia muita experiência, rap com samba, rap com música brasileira. Hoje já me soa mais natural uma música que não é mais ‘a experiência'”, relembrou ele. “É muito bom conversar com os mais velhos e com os mais novos também. E foi isso que eu busquei. Ter essa molecada mais nova, ou ter os músicos mais velhos, como o Donato, para mim é muito importante. É um caminho natural de se fazer um disco”.

– LEIA A ENTREVISTA COMPLETA.

Em outro momento, também ao UOL, Marcelo D2 fez um faixa a faixa do “Nada pode me parar”, comentando um pouco mais de cada uma das 15 músicas.

“Essa foi a primeira música do disco a ficar pronta. O Sain é o meu filho, apelido dele. Esse foi o disco mais longo da minha vida. Comecei em 2011, e essa música é de 2011. E era para ser só eu e o Stephan, mas no refrão achei que precisa de uma voz nova, e veio o Helinho, que eu sou muito fã do reggae, acho o Ponto de Equilíbrio uma banda autêntica pra caramba. Ele deu essa voz que precisava”, contou ele sobre a já previamente lançada “Eu já sabia”. “É aquela coisa, eu já toquei em 25 países. Queria falar como o rap me levou para esses lugares. Eu tenho uma gratidão muito grande pela música, a música me fez um cara maior. Fez muito bem, quero ser um operário da música mais do que meu ego. Essa música é um pouco disso, quero mostrar que sou muito mais operário da música do que dono disso”, finalizou ele falando sobre a “Vou por aí”.

CONFIRA O FAIXA A FAIXA COMPLETO.

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