Parar de fazer música não é mais opção para Criolo. Depois do estrondoso sucesso de “Nó na Orelha“, seu suposto disco de despedida, o rapper está de volta com versos inéditos intitulados “Casa de Mãe” e “Quatro da Manhã“.

“Nó na Orelha” era para ser uma coletânea de músicas feitas ao longo dos anos, produzidas como despedida. Entretanto, depois de um enorme sucesso, Criolo nem pensa mais em parar. Muito pelo contrário, o rapper não para de fazer shows pelo país, participações e até versos inéditos já estão surgindo.

Em uma apresentação à TV Folha, além de cantar músicas já consagrada do disco, Criolo apresentou dois versos inéditos que parecem ser novas músicas ou pelo menos parte delas. Além dos versos inéditos, há também pequenos depoimentos do rapper, deixando a apresentação ainda mais interessantes.

Criolo tem seu berço no RAP, mas não é de hoje que suas músicas misturam um pouco de samba e alguns outros ritmos. É poesia pura! Não tem como não se apaixonar pela palhinha dada na apresentação e não torcer pra termos mais músicas dele lançadas em breve. A homenagem aos seus pais é clara e até emociona o próprio Criolo, quando lembra-se de quando escreveu os versos.

Abaixo cês conferem o vídeo e a letra dos novos versos:

Letras: (Postem as correções nos comentários!)

Criolo – Casa de Mãe

Eu não tenho casa, eu moro em casa de mãe
Casa de mãe é bom, mas é casa de mãe
Eu não tenho casa, eu moro em casa de mãe
E quando querem o meu chamego, não dá por causa de mãe

Toda missão no sereno pra juntar alguns trocados
Espada de São Jorge protege, arruda é pra mau olhado
Eu, um dia, vou ter a minha casa, vai ser a coisa mais linda
Com gravuras de Oxóssi, Ogum e Mãe Menininha

Eu não tenho casa, eu moro em casa de mãe
Casa de mãe é bom, mas é casa de mãe
Eu não tenho casa, eu moro em casa de mãe
E quando querem o meu chamego, não dá por causa de mãe

E quando eu tiver dinheiro, só vou agradar mamãe
Minha filha, cê quer sucesso? Sucesso é ter mamãe

Eu não tenho casa, eu moro em casa de mãe
Casa de mãe é bom, mas é casa de mãe
Eu não tenho casa, eu moro em casa de mãe
E quando querem o meu chamego, não dá por causa de mãe

Criolo – Quatro da Manhã

Às 4 da manhã, ele acordou
Tomou café sem pão e foi à rua por um bloco pra desfilar
Atravessou o morro e do outro lado da nação
Ficou com medo ao ver que seu bloco talvez não pudesse agradar
As contas a pagar, fila pra pegar, senha pra rasgar, a fantasia (x2)

Às 4 da manhã, ele bordou sem pão
E junto à estandarte, pôs a alma pra lavar
Atravessou o morro e do outro lado da nação
Levou um susto ao ver um povo que não tem que se preocupar
Com as contas a pagar, fila pra pegar, senha pra rasgar, a fantasia (x2)

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