Cê pode até não ter curtido a página do Emicida e do MV Bill no Facebook e nem segui-los no Twitter, mas garanto que cê já os viu ou os ouviu em algum lugar nas redes sociais, acertei? Pois é, com milhares (ou seria milhões) de fãs pelo Brasil, os caras também atraem o público virtual para seus perfis na rede. Não é à toa que foram chamados pra falar na Campus Party, na mesa redonda que discutia o tema “Da periferia para o mundo: os novos astros nascidos nas redes sociais“.

A Campus Party é o maior evento geek do planeta, realizado em mais de sete países. No Brasil, é realizada no Pavilhão de Exposições do Anhembi Parque, na zona norte de São Paulo (SP). Os caras falam de tecnologia, internet, música, jogos, enfim, tudo que um geek pode curtir. Até por isso, a inclusão de artistas do RAP, que sempre fora visto como música de criminoso pelo público geral, chama a atenção.

Entretanto, por mais que pareça estranho, tem tudo a ver. MV Bill apareceu para as mídias no RAP entre a queda das gravadores e a ascensão da internet, como ele mesmo afirmou no encontro, ou seja, precisou se atualizar e aprender com a nova e melhorada forma de se fazer as coisas. Ele garante que conseguiu mais espaço, conseguiu mais contato com seu público para divulgação de suas músicas na internet do que conseguiria com rádios e mídias tradicionais à época.

Emicida, como muitos já devem saber, baseou toda sua estratégia na internet, desde o começo quando, mesmo sem querer, vídeos de suas batalhas batiam marcas de um milhão de views no youtube. “Quis me inspirar na pirataria, eu gosto da pirataria. Ser chamado de pirata, para mim, não é uma ofensa.”, afirmou o rapper à mesa, lembrando um pouco do já falecido Steve Jobs, que defendia o “ser pirata”.

A artista de tecnobrega Gaby Amarantos, a “Beyonce do Pará”, também esteve presente e, mesmo não sendo uma rapper, apresentou uma realidade que é muito comum aos artistas do meio: ela já vendeu seus cds nas sinaleiras e garante que a internet representa 50% de todo o seu sucesso de crítica.

Outro integrante da mesa era o filmmaker Toddy Ivon, que já produziu o clipe de “Vou ser mais”, do Rashid, “Pode se Envolver”, do Projota e “É Nóiz – Remix“, entre outros. Junto com Emicida, ele também participou do debate “RAP na Rede“. O debate ainda contou com Projota, Rashid e Marco Gomes, que trabalha com internet e criou o “Social RAP“.

Dá uma sacada nos vídeos, rolou até um freestyle do Emicida:

Não perca mais nenhum post!

Deixe uma resposta

Seu email não será publicado.

*