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RAP

Notícias e novidades sobre o RAP Brasileiro.

Eu não tava lá, mas e daí?

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A parceria entre Marechal e Costa Gold, que trouxe o Luccas Carlos no dab, deu novas forças a uma grande questão do rap brasileiro: saber quem tava lá. A questão é antiga, mas por se tratar de um estilo musical que preza tanto por suas raízes, não é muito raro vê-la pipocar aqui e ali. Mano Brown, na “Negro drama”, já questionava onde esses que falam da sua grana tavam “na época dos barraco de pau lá na pedreira”; o Emicida e o Kamau têm uma faixa toda rimando sobre “De onde cê vem?”; duas, se cê considerar que a “Komwé” traz versos como “nunca vi no rolê, no metrô, no busão, na função, no perrê” ou “pra opinar nas ação (…)

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Ainda há tempo, Criolo?

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Na última madrugada, Criolo disponibilizou de forma gratuita a releitura do CD “Ainda há tempo”, lançado originalmente há 10 anos. O rapper iniciou também há algum tempo uma turnê especial pra celebrar este ano especial. A homenagem ao seu primeiro disco é tão importante e necessária quanto é bonita e bem-feita. Conheci o trampo do Criolo já como Criolo, no single “Não existe amor em SP”. Eu já sabia quem ele era das batalhas da Rinha, no Youtube, e de uma foto ao seu lado, no “Encontro das Ruas”, em Joinville, em 2010. Embora ele sempre tenha feito participações e entrevistas marcantes, é impossível você conhecer um rapper sem escutar suas letras. “Nó na orelha” foi um marco até na minha vida: (…)

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Marcello Gugu no TEDxBlumenau 2016

Obrigado, Marcello Gugu!

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Quando eu comecei a compreender e pesquisar o rap de forma mais profunda, muito além do só ouvir uns sons, eu comecei a perceber um tipo de pensamento muito parecido do que eu acreditava ser o certo. Muito do que eu tinha aprendido, lido e escutado de grandes pensadores, eu captava nas letras. Era a união perfeita do teórico e o prático. Mas, as pessoas não viam isso, por algum motivo. Mesmo quem dizia querer revolução, que descrevia revolução como tantos outros rappers descreveriam, não conseguia compreendê-lo. Afinal, o rap sempre foi pra maioria violento, “música de bandido”. Sempre pensei que se enxergassem além desse preconceito idiota, favoritariam boa parte das linhas e espalhariam as ideias. Um dos meus principais objetivos na criação (…)

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Marechal rimando

Primeiro de abril, o “mic drop” do Marechal

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Todo ano é a mesma coisa. Marechal anuncia que vai lançar seu CD; o CD não vem. Ano passado não foi diferente, este ano também tá no mesmo caminho. O suposto anúncio pra “1º de abril” feito na página dele deu a entender que viria o trampo. Geral passou o dia todo esperando, comentando, ansiando por qualquer coisa. Até que surge uma prévia e, na madruga do dia seguinte, o link oficial pro som completo. Nascia então a música “Primeiro de abril”. E mesmo com data marcada, “estilão Quinto Andar” anunciado, prévia mostrada, mesmo com tudo isso, Marecha ainda conseguiu surpreender. E não surpreender naquelas de não esperávamos que ele poderia mandar algo tão bom; ele simplesmente foi além. A real é (…)

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Seu Jorge e Mano Brown

O que realmente queremos dos rappers?

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Quando o Racionais surgiu, no fim da década de 80, o rap, que ainda engatinhava, foi completamente transformado. Aqueles que viriam a ser “os quatro pretos mais perigosos do Brasil” instauraram naturalmente um estilo de se comportar e fazer música; quem não se enquadrasse nesse “estilo”, era praticamente desconsiderado pelo público como rapper. Hoje, esses mesmos “quatro pretos” são cobrados por esse mesmo público por terem mudado certos aspectos do seu comportamento; por terem mudado certas opiniões. Mano Brown costuma dizer que antes era necessário e que agora, pro Racionais e talvez até pro rap, não é mais. Muita coisa mudou, é bem verdade. Não consigo acreditar em alguém que consiga defender exatamente as mesmas coisas durante 30 anos, não com (…)

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Rapper em sombra

O embranquecimento do rap nacional

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O rap nacional, desde seu inicio no final dos anos 1980, esteve ligado ao momento político e econômico em que se apresentara, assim como qualquer movimento artístico. Dos anos 80 para cá, a economia e política sofreram diversas mudanças e isso refletiu diretamente nas construções líricas, instrumentais e filosóficas dos mc’s que, tendem a se reinventar de acordo com os cenários atuais pensando também como empresa. Diversas fases políticas marcaram o rap, mas neste artigo destaco quatro importantes acontecimentos que modificaram o cenário do hip hop e se transformaram em verdadeiros divisores de águas.

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Emicida e Drik Barbosa

Por que o verso da Drik Barbosa, em “Mandume”, foi a melhor coisa que escutei em 2015

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Pouca coisa tem me chamado atenção de verdade no rap nos últimos anos. Não sou um daqueles ignorantes que acha que a cultura tá morta, que não se fazem mais rappers como antigamente, e outros absurdos nessa linha. Prefiro acreditar que eu tenha escutado muita coisa em pouco tempo e tenha “enjoado” de certos quesitos ou simplesmente que tô ficando velho demais pra certos papinhos rimados. É bem verdade que me afastei bastante no ano passado; o site aqui ficou praticamente parado. No entanto, nada disso importa quando um verso de alta qualidade cutuca seu ouvido. A cadeira ainda faz o mesmo barulho ao bater no chão depois que você se levanta muito rápido berrando “UOU”. O verso da Drika (…)

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Só tem dois tipos de rap, dois, digo: o bom e o ruim

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Acho que chegou a hora de colocarmos um ponto final numa das maiores discussões do RAP brasileiro. E não sou nem eu quem está sugerindo isso, é o próprio RAP através de entrevistas com mais de 40 de seus integrantes, no documentário “O rap pelo rap”. Quando mais de uma dúzia dessas pessoas responde a pergunta “O que é o rap pra você?” de inúmeras formas diferentes, não precisa ser um gênio pra pegar a dica: não há uma definição para o RAP, não existe uma cartilha. Deu de perpetuar aquela ideia de que isso ou aquilo não é RAP; não existe uma regra geral e não existe juiz algum também. Ou aquelas de que esse rapper faz esse tipo (…)

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Veagadoiz convoca time de peso para o cypher “Game Over”

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Na noite dessa quinta-feira (23), o mc da zona norte de São Paulo Veagadoiz, divulgou o vídeo do Chypher “Game Over” que reuniu Muzzike (Phill), Maltrapilho, Coruja Bc1, Dr. Caligari, Théo e Godo. No som em tom de desabafo e repleto de críticas contra essa onda de raps vazios, mais preocupados com festa, flow e visualizações, os mc’s mostram que ainda seguem vivos mantendo a raiz e levando a frente suas mensagens fortes. A faixa, que teve produção do DJ Caíque, integrará o próximo trabalho do Veagadoiz, ainda sem nome nem data de lançamento, mas com previsão para 2015. A direção do vídeo fica por conta do Samukera (Studio LB).

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Novato lança o vídeo clipe do single “Não Há Barreiras”

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Na tarde dessa quinta-feira (02) o Novato lançou o vídeo-clipe do som “Não Há Barreiras”. A música, lançada no final do ano passado, marca a estreia oficial de Novato na cena do RAP, com produção e direção musical de Devasto Prod, gravação no estúdio da NTP Filmes , mixagem e masterização de Filiph Neo. A direção do vídeo clipe fica por conta de Jay P. Galardinovic com o projeto Possibilite que envolve música e arte simultaneamente com trabalho de diversos profissionais. Gravado no Casa 1 Produtora o vídeo clipe traz ideias e efeitos visuais inovadores deixando assim uma identidade e um trabalho incrível.

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Amante da madruga, Kamau lança “Fuso”, primeiro single do CD “Licença Poética”

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A capa do single pode retratar o colorido nascer do sol, mas não se engane: Kamau é um amante da madrugada. Quando tá todo mundo batendo ponto pra entrar, ele tá batendo de saída. Embora não exista essa rigidez toda, afinal, ele faz parte daqueles que escolheram “não trabalhar de uniforme”. Sim, Kamau faz do trabalho, música, à la “Música de trabalho“. Por si só, isso já seria motivo suficiente pra viver na noite, mas a questão vai além: transformou-se em um habitat natural (“O silêncio em volta soa como música”), um ambiente de potencialização, mesmo que os cientistas digam o contrário. A relação tá tão próxima que ele até montou uma lista no Spotify pra “Depois da meia-noite” (sabe aquelas mixtapes que cê dá pra (…)

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Terceira Safra lança música “Tímidos” inspirado por verso do Kamau

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A inspiração pra um RAP pode surgir de tudo quanto é lugar; até mesmo de outro RAP. Assim como uma nova batida inteira pode surgir de um sample, uma nova música completa pode surgir de apenas uma linha. Foi o que parece ter acontecido no novo som do Terceira Safra, “Tímidos”, lançado nesta terça-feira (21). É verdade que o trio não chega a afirmar o caso e é possível que a relação e a colagem no fim tenham sido feitas pós-faixa pronta, mas a maneira como o verso de “É ela” traduz a nova canção é flagrante. “Minha timidez dessa vez não pode atrapalhar, se é pra chegar que seja, se ela me deseja, com toda essa beleza, cê tem (…)

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“Devaneios Retianos” e a ascensão dos clipes de RAP no Brasil

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Esses dias, meu mano Ayrllys Allan me chamou no Facebook de novo pra mostrar um de seus mais recentes trampos relacionado ao RAP. A última vez que isso aconteceu, lançamos aqui no site o clipe não-oficial da “Grajauex”, do Criolo, feito no Power Point. A parada ganhou o mundo (literalmente!) e inúmeras oportunidades apareceram, ele me contou. A qualidade tava garantida. Pouco mais de um ano e alguns treinamentos no After Effects depois, ele me apresenta o clipe de “Devaneios Retianos”, do RET. Desta vez, não precisou nem do efeito Power Point pra fazer eu cair pra trás. Além da arte ser impecável, a escolha das cores e a maneira como cada quadro flui combinam demais com a música e toda essa cadência (…)

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DJ Caique, MV Bill, Shaw e Valete fazem diss a políticos no single da “Coligações Expressivas 3”

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Em meio a dias turbulentos no RAP Brasileiro por causa da cypher pelo impeachment da Dilma, terminamos a semana com um muito mais preparado ataque aos políticos vindo de DJ Caique, MV Bill, Shaw e o português Valete, na faixa “Ladrões”. Assim como o título sugere, o trampo não tem outra função senão partir pra cima com os oito pés no peito dos governantes das nossas cidades, estados e País; pode muito bem ser considerada uma diss a esta classe de “nobres” bandidos (sim, sim, nem todo político é bandido, eu sei, mas cês entenderam…). Embora os quatro chegam com a mesma visão sobre o tema, a mistura é interessante. Não apenas a ponte SP-Rio, mas a própria junção de MV e Shaw dá um (…)

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10 coisas que não fazem sentido na cypher pelo impeachment da Dilma

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Desde pequeno, escuto a expressão “opinião é que nem cu, cada um tem a sua”. Eu sei que pode parecer uma expressão pesada demais para uma criança, mas sempre a carreguei comigo e a cada dia vejo mais sabedoria nela. Especialmente por causa de uma outra expressão muito corriqueira no meu crescimento: “futebol, política e religião não se discute”. Se a pessoa que costuma defender a segunda expressão fosse mais adepta à primeira, provavelmente não concordaria com ela. É por não entender que cada um tem sua opinião e que esta merece ser respeitada que a maioria das pessoas propaga que “futebol, política e religião não se discute”. Afinal, tentam impor sua opinião sobre esses assuntos extremamente emocionais a qualquer custo e (…)

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Ronald Rios e Akan desferem sequência de murros na estréia do ex-CQC como rapper

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Anunciada oficialmente aqui mesmo no site, em junho do ano passado, a estréia do Ronald Rios no RAP finalmente aconteceu no último dia 31, com a música “Murro”, que ainda contou com a participação do Akan e a produção musical do Wzy. O título é motivado pela vontade do ex-CQC em agredir seu pai caso ele reapareça. Entretanto, isso acaba sendo um mero detalhe na composição do refrão e da linha final do próprio. “Murro” não tem uma temática única. É, embora singular, uma sequência de golpes rimados que atacam, às vezes alguém em específico, às vezes o mundo, mas atacam; uma sequência de punchlines, se é que vocês me entendem. De qualquer jeito, a relação do Ronald com seu (…)

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