Chris Rock é um dos nomes mais respeitados da comédia mundial. Conhecido no Brasil principalmente pela série “Todo mundo odeia o Chris”, que retrata sua adolescência, o comediante tem já uma longa e otimamente recebida carreira no Stand-Up e uma nem tanto como ator e diretor.

Convenhamos, poucos negros têm. Entretanto, ele não desiste. No último ano, lançou talvez o seu melhor filme, “Top Five”, que não tem nem título em português, muito menos previsão pra estrear por aqui; ele dirige, escreve e atua no longa.

“Eu preferiria trabalhar com Wes Anderson, mas não sou parecido com Owen Wilson. Eu adoraria trabalhar com Alexander Payne e Richard Linklater. Mas, na verdade, eles não fazem muitos filmes com negros. Então, você tem que fazer os seus próprios filmes. E os filmes negros de substância costumam ser sobre direitos civis”, comentou ele em entrevista à revista Rolling Stone. “Não quero participar de nada que tenha acontecido antes do Jackson 5. Qualquer coisa antes disso só fala da miséria dos negros. Tudo antes do Jackson 5 é essencialmente escravidão ou bem perto disso. Até onde me diz respeito, Michael, Marlon, Tito, Jermaine e Jackie acabaram com a escravidão”, completou ele.

Falei um pouco sobre essa supremacia branca nos filmes quando comentei o filme “Selma”, sobre Martin Luther King Jr. É interessante analisar que um filme como “Selma”, que mostra a parte forte da história dos negros nos Estados Unidos, foi praticamente ignorado no Oscar, enquanto um filme como “Doze anos de escravidão”, que fala de uma época mais sombria, foi o grande destaque do ano.

Como podemos ver no vídeo abaixo, de um de seus Stand-Ups antigos (Never Scared, 2004), Chris Rock é apaixonado por RAP. Aliás, ele também tentou seguir carreira como rapper (por que não estou surpreso?).

“Consegui um contrato na Atlantic, ou em uma subsidiária da gravadora. Existem demos comigo fazendo rap por aí. Foi muito antes de eu me tornar comediante [risos]!”, contou à mesma entrevista. Aliás, pra ele, ambos (RAP e comédia) têm suas semelhanças:

“Eu adoro rap, mas rap é igual a comédia: perde a validade. A comédia perde a validade. Trocando as Bolas é um filme perfeito, inacreditavelmente bom. Mas há outras comédias, nem de longe tão antigas quanto Trocando as Bolas, que só têm referências que não são mais engraçadas cinco anos depois. O rap tem muito disso.”

Leia a entrevista completa e traduzida no site da revista Rolling Stone Brasil.

Chris Rock – O governo odeia o RAP (DVD Never Scared)O governo odeia o RAP…

Posted by Vai Ser Rimando on Tuesday, March 17, 2015

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