Com identidade nunca revelada, Banksy se tornou uma figura da cultura popular mundial, assim como são os personagens d’ Os Simpsons.

Em 2010, no episódio “MoneyBart”, terceiro da 22ª temporada, o artista das ruas foi chamado para fazer a entrada da série e o resultado não deve ter agradado muito os produtores. “Isso é o que você ganha quando terceiriza”, teria dito um deles, segundo o Omelete.

Acostumado a transformar cenários cotidianos em duros protestos, o britânico deitou e rolou nos quase dois minutos que lhe deram. Os outdoors e as paredes pixados com seu nome foram apenas o aquecimento; “Eu não devo escrever nas paredes” no quadro-negro e nas paredes deram o tom.

Mas, a parada esquentou mesmo quando Banksy encenou toda uma produção escrava na criação das peças do programa, desde os DVDs aos bonecos. Nem a brincadeira com pandas carregadores e unicórnios quebradores de CDs amenizou a crítica à exploração da mão de obra barata.

De acordo com o Omelete, na época, tinha acabado de ser revelado que parte da animação era realizada na Coréia do Sul, onde animadores recebem 1/3 do salário que receberiam nos EUA.

Tudo bem, tudo bem, Banksy enviou uns quadros, os caras do programa receberam, curtiram, fizeram 95% do que ele pediu, passaram pela FOX e tudo foi aprovado. Tudo bem, eles vão dizer que é só uma sátira como outra qualquer do programa porque, na verdade, as condições de criação dos desenhos não são aquelas, etc, etc, etc.

Ainda assim, conhecendo a exploração das grandes empresas como já conhecemos nos dias de hoje, fica difícil imaginar que o artista tenha feito apenas uma piada. Ele fez o que melhor sabe fazer: uma intervenção. Na TV, mas poderia ser na rua, como todas as outras, independente da grana envolvida e de quem o estivesse pagando. Sim, isso ainda é possível nos dias de hoje…

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